Divagando...

Divagando...
Bosque da Princesa em Pindamonhangaba - Foto de Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Reedição: Voltando no tempo de criança

Eu tinha uns quatro anos.


Perguntaram-me assim: “Se você pudesse voltar no tempo, em que tempo seria”?
Voltaria quando era criança, lá na cozinha de casa ao anoitecer.
Aprendi muito naquela cozinha simples, de cimento vermelho, com fogão a carvão, um guarda-comida, um paneleiro, uma pia toda branca, uma mesa oval feita por papai e seis cadeiras, ‘éramos seis’.
Papai tinha uma loja de confecção própria, uma pequena loja e quando a noitinha ele chegava de volta de mais um dia de trabalho, se sentava num banquinho e eu em outro.
Pegava seu bandolim e ia contar como tinha sido o ‘movimento’ da loja naquele dia, uns dias ia bem, noutros não tão bem, mas vivíamos com dignidade e na simplicidade.
Enquanto ele contava seu dia, dedilhava alguma canção naquele velho e bom bandolim, eu ficava de olho nas mãos dele e em seu olhar terno que sempre tinha.
Eu adorava as histórias de papai, depois que ele contava sobre seu dia, perguntava a mamãe como foi o dia dela e ela toda feliz dizia assim: ”Ah meu velho hoje fiz cinco camisas brancas, estão prontas e passadas, amanhã é só levar para a loja”, cuidei de nossa casa e de nossa menina, (eu)e dos meninos, seu pai, meu avô, João Brum, me ajudou brincando com a nossa menina.
Mamãe era uma grande costureira, ajudava o papai nas costuras da loja, ficava toda feliz por isso, eles eram muito felizes e se amavam muito, eram almas gêmeas.
Depois o vovô contava também as coisas que tinha feito, meus irmãos também e chegava a minha vez de falar e eu toda faceira contava que tinha brincado no quintal com vovô, que tinha comido muita goiaba sentada num dos galhos dela, rsrs.
E papai perguntava: “Leu algum livrinho de história”?
Eu corria até a sala e pegava o livro e já começava a contar a história, eu ainda não sabia ler, eu lia as figuras e contava para todos.
Bons tempos aqueles que vivos estão em minha memória.
Adoraria voltar naquele tempo e ouvir papai tocar seu bandolim e contar as velhas histórias e sentir aquele cheiro de novo da janta que mamãe fazia com tanto amor e sentir também o cheiro que cada um de nós tinha naquela época... Saudades gostosas de sentir.
É nesse tempo que gostaria de voltar e volto sempre no tempo e revivo estes momentos em meu coração.
                      Maria Teresa

Criança

Meus três sobrinhos,  Reggis, Anne e Rennan,
joje três adultos maravilhosos.


Criança,
dom de Deus
e tantas vezes maltratada.
Criança,
crença, recompensa  terrena
e tantas vezes maltratada.
Criança,
infinita graça eternizada
e tantas vezes maltratada.
Criança,
amor transbordante de esperança e paz
e tantas vezes maltratada.
Criança,
nascente extremosa da luz
e tantas vezes maltratada.
Criança,
carinho singelo de doçura
e tantas vezes maltratada.
Criança,
tem que ser o fruto de
dois seres que se amam,
para nunca mais ser maltratada!
Maria Teresa

Criança

                                                       Eu tinha aí, uns 3 anos

Criança

  

Criança, poesia em flor.
Criança um desabrochar permanente para a vida.
Criança, uma prece de louvor a Deus.
Criança, pureza, inocência em cada falar.
Criança, paz no seu sorriso, que só diz amor.
Criança, amor em cada nascer.
Criança, sonho, esperança, em cada caminhar.
Cresça criança, conquiste seu lugar ao sol,
Mas não perca jamais a ternura,
A pureza, o amor, do seu meigo olhar.
           Maria Teresa

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Eu! Escritora?



Eu escritora?
Apenas gosto de brincar com as letras e deixar meu coração exprimir o que minha alma grita.
E ela grita tão alto, tudo que está em meu coração e como tem coisa linda em meu coração.
Não sou convencida e arrogante, mas é verdade, todos que me conhecem falam isso e eu acabei acreditando e como é bom tudo isso que tenho dentro de mim que tem hora que grita e
que explode em mil canções de amor, de gratidão, de saudades, de ternura, de alegria.
Grita quando depara com o desabrochar da rosa, que lindo é.
Emociona-se quando o bem-te-vi me chama lá de fora, dizendo:"Bem-te-vie  Teresa, vem pra fora , já amanheceu"
Tudo isso é mágico e ímpar.
Meu coração fala quando meu bem me olha dentro dos olhos e diz com o olhar que me ama, que ama esta mulher que está a sua frente sorrindo, sempre sorrindo, até mesmo quando está brava, de bico.
(eu também as vezes fico brava, por bobeira, ainda bem que é bobeira)
Então acho que sou escritora, escritora que brinca com as palavras dizendo o que vai no coração.
Sou escritora quando sinto o lindo amanhecer que derrama o sol dentro do nosso quarto dizendo bom dia e que bom dia delicioso que ele nos diz. 
Mas quando chove não é menos bonito e a chuva derrama sua benção em nosso jardim, nas nossas plantas, só as rosas reclamam um tantinho, por que elas precisam de pouca água e quando vem muita elas sentem-se afogadas e os botões não desabrocham.
Gosto de unir as letras e falar do que vai em meu coração a respeito das borboletas que vão de flor em flor, como se as cheirasse se demorando nas mais cheirosas sempre.
E o beija-flor?
Lindo demais, ele vai de flor em flor beijando-as a mando de Deus como se abençoasse cada uma delas com seu carinho.
Sou escritora quando sinto em meu coração a saudade dos meus pais, do meu avô queridos, do meu irmão Zezé, aí escrevo coisas que eles me ensinaram, que me falaram, ou que eu apenas ouvi, mas que levei para a vida, por que de boba não tenho nada e graças a Deus  reti tudo em mim, para agora repartir com você que está aí do outro lado, comigo.
Que bom que me disseram que sou escritora e por isso estou cá a falar tanto sobre a natureza que explode em harmonia nos enfeitiçando a cada dia.
Ainda tenho tanto para falar, mas paro por aqui e deixo vocês com estas rosas que encantam aqui nossa vida e nosso jardim, nos fazendo ainda mais felizes.

Um abraço carinhoso e lindos olhares por aí na natureza, MariaTeresa

Inquietação

Imagem minha

A primeira vista inquietação parece ser um sentimento ruim, mas não o é.
Esta inquietação nem sempre é negativa, ela nos faz pensar, questionar muita
coisa em nossa vida, ela nos move e nos impulsiona a fazer um mergulho no mais
íntimo do nosso interior, nos fazendo conhecedores de nós mesmos.
Esta inquietação muitas vezes gera ansiedade, mas mesmo assim não acho que essa
ansiedade seja negativa, pois ela é para mim como mola propulsora, que leva ao auto conhecimento mais profundo.
Às vezes temos medo de ir fundo em nossos mergulhos e questionamentos, temos medo do que podemos descobrir, com certeza estes mergulhos sangrarão algumas feridas, mas é sangrando muitas vezes que nos curamos, que nos libertamos de traumas, de algumas sequelas deixadas pelo tempo de coisas mal resolvidas e elas nos impedem de ser, para apenas estar no mundo.
Nada é mais triste que ter o espírito amputado e nossas emoções violentadas, por não saber que direção seguir.
Temos que ter coragem para equacionar nossas emoções e nossas vontades e muitas vezes o que o coração diz é o certo e nem sempre o ouvimos.
Muitas vezes ficamos estagnados, parados no tempo a espera de um milagre e que nunca irá acontecer, pois milagres acontecem para aqueles que estão em movimento, que ousam, que mesmo diante do medo mergulham em águas mais profundas e nadam além “mar”, indo em busca do “eu” mais profundo, temos que ir e adentrar nos nossos mais loucos sonhos...
                     Maria Teresa (((2007)))


Ela tem medo de ser feliz


Imagem minha


Fico aqui a pensar na resistência que certas pessoas tem em ser feliz.
Agora a pouco mesmo pude sentir isso em relação a uma pessoa
que gosto muito, uma amiga.
Percebo que a felicidade está ali diante dela, e ela não quer ver,
ou se vê não a quer, sei lá por que, talvez medo de ser feliz.
Ser feliz é correr riscos, pois não?
Já falei isso a ela algumas vezes.
Mas ela não enxerga o que eu enxergo, peço a Deus que a faça
ver com os olhos do coração que é fácil ser feliz, basta querer e
correr o risco de ser.
Ser feliz é tão bom e cultivar a felicidade não é difícil não, é bem
mais fácil do que se imagina.
Eu particularmente não tenho medo de ser feliz e de fazer feliz
quem por mim passar, tenho gana pela felicidade que até adotei 'Fheliz'
em meu nome e logo, logo irei registrar essa adoção, por que é o que
sou 'Fheliz'.
Sou 'Fheliz' por mim mesma, por Deus ter me escolhido por filha, por
ter tido os pais (Luiz e Bernardina) maravilhosos que tive que me ensi-
naram a não ter medo de ser 'Fheliz',sou 'Fheliz' por ter tido um avô,
(João) que foi primordial em minha educação,ele me ensinou tanta coi-
sa linda, que saudades!
Sou 'Fheliz' por que tenho um homem maravilhoso,meu doce José Carlos,
meu companheiro, meu marido, meu anjo guardador, meu tudo em minha
vida, que me ensinou a ser 'Fheliz' de um outro jeito, numa vida a dois.
Sou 'Fheliz',graças a Deus e todas as pessoas que eu amo muito.
E desejo que essaa amiga que só tem 24 anos acorde e seja feliz,
que não deixe o tempo passar, por que as vezes o tempo é cruel e que
não tenha medo de ser feliz.
Deus abençoe a felicidade de cada um de nós! Amém!  
                           Maria Teresa



terça-feira, 20 de setembro de 2016



Nada melhor para mim que saudar a linda Primavera, que chega hoje as 19:34 horas, com um conto do meu amado e saudoso pai, Luiz José de Brum, escrito na década de sessenta.
Feliz Primavera para todos nós.
Que ela nos traga flores para dentro do nosso coração, para que possamos perfumar as pessoas por onde passarmos, com nosso amor.
Que Deus nos cubra com sua benção.
O Cantar da Primavera! Luiz José de Brum.
A Primavera chegara com suas flores com o céu muito azulado com temperatura amena e naquele dia Regis madrugara e começava a se preparar para uma viagem ao campo.
Numa grande mala colocou telas, pincéis, tintas e outros apetrechos para pintura, colocando também um caderno em branco, canetas e tintas, fecharam-na e colocou-a ao lado de uma barraca para acampar.
E como só houvesse caminhos estreitos para o lugar que ia ele colocou tudo aquilo no lombo de um burro e encilhou um cavalo, para aquela viagem.
Já tinha feito o seu desjejum e já ia saindo quando alguém aparece e grita: “Não vai levar os enlatados e os frangos que assei? Vai viver como índio?
Aquela criatura, dona Maria, lhe falava meneado a cabeça como se quisesse dizer: “este menino vive no mundo da lua”!
A pessoa que lhe falava era dona Maria a velha governanta que o criara, ele voltou acariciou-lhe o rosto e sorriu dizendo: “já sei o que quer me dizer, precisa casar-te, vives no mundo da lua e assim não vais criar raízes”!
Ele replicou sorrindo e pegando a matalotagem (termo caboclo, no sentido de provisões), colocou também, no lombo do burro, virou-se para a velha governanta disse:
- Você está pensando que vou para o deserto do Saara?
Eu devo encontrar camponeses por perto e eles são muito hospitaleiros e depois as matas são muito ricas em frutas.
-Qual o que e você sempre confiando na sorte, disse a dona Maria sorrindo e com lágrimas nos olhos e com tanta meiguice completou: - eu não confio não, temos que ser previdentes.
Ela o amava como a um filho o vira nascer e com tristeza vira os pais dele partir para a eternidade, um tio que ficou como tutor de Regis e ele não tinha outros parentes, ele voltou e beijou-lhe a testa e depois montou em seu cavalo e partiu.
A região para onde ele ia era afamado pela abundância de animais silvestres de diversas espécies, aves raras numa floresta ainda virgem com suas pradarias com variedades incríveis de flores.
Ele era um poeta, pintor e músico, mas era muito mais poeta do que qualquer coisa, já havia publicado vários livros.
De outro local um homem munido de máquinas fotográficas e materiais de ampliar fotografias, este homem também levava sacos de apanhar borboletas, garrafas, vidros, quadros e outros apetrechos para estudar a natureza, era um naturalista estudioso da natureza.
E ainda de outro lugar da cidade outro homem partia para o mesmo lugar munido de sacolas, espingarda, faca, cartuchos era um caçador.
Todos os três seguiam para o mesmo local.
Ao chegarem cada um se alojou em locais diferentes, um não sabia da presença do outro, cada um estava ali por um motivo diferente, era três homens de personalidade diferente e com certeza não se entenderiam por coincidência os três chegaram ao anoitecer.
Armaram suas barracas, como disse cada um num local diferente, nenhum deles podia imaginar da presença um do outro.
O dia surgiu lindo e na mata na qual só se ouvia o pio triste da coruja, durante a noite agora o canto dos pássaros reinava naquele lugar, das árvores gotejava gotas de orvalho que se irisavam ao sol e lá do fundo das matas e campinas vinham os balsâmicos aromas das folhas, e o suave perfume das flores silvestres.
Vinha também um canto repassado de encantamento, tão doce, tão suave que Regis saiu de sua barraca e ficou como estátua a contemplar aquela cena enternecedora que lhe causava um que de alegria e melancolia, um êxtase, um que de saudade.
Depois deste êxtase Regis começou a pintar um quadro aproveitando aquela paisagem que descortinava diante dos seus olhos.
E o tempo passava sem que Regis percebesse então ele ouve uma vozinha mais linda que a do sabiá cantar:
“Canta, canta ó mavioso sabiá!
Prá doce primavera chegar!
Canta prá saudade espantar!
Canta, canta ó mavioso sabiá!
Prá brisa como um beijo matinal!
Com encantamento divinal!
Pois sem ti tudo é tristeza tudo é tristeza!
Árvores desfolhadas sem beleza!
Chamo teu canto cheio de clareza!
Prá primavera vir com certeza!
Pois é o cantor que sempre gera
No coração a fortaleza!
Sem a pressa e que não desespera
Canta tu ó cantor da primavera”!
Era um menino que vinha chegando descuidado que ao dar com Regis tenta voltar correndo.
- Não corram você pode se machucar volte!
O menino parou lá ao longe e ficou observando e percebendo que Regis não queria fazer nenhum mal voltou, a curiosidade era mais forte que o medo.
Regis contempla com ternura aquela figurinha loura de olhos azuis.
- Onde moras?
-Moro lá embaixo perto do Ribeirão!
- Não tem medo destas florestas?
- Não minha mãe e meu avô me ensinaram a ir só até onde não tem perigo.
- E o que o senhor está fazendo aqui?
- É aí que o senhor mora?
É essa a tua casa?
- Vamos devagar, uma pergunta de cada vez, mas antes de responder as suas perguntas não seria bom que nos apresentássemos?
- Eu me chamo Regis e você como se chama?
- Me chamo Isaías.
- Agora que somos amigos vamos sentar e Regis estende um pano sobre a relva perto de sua barraca.
O menino diz:
- O senhor ainda não me disse o que veio fazer aqui.
- Sabe você um menino muito inteligente e perguntador.
- Como posso te dizer? Já sei!
- Você ouve o cantar dos pássaros?
- Ah sim, o senhor veio para ouvir o cantar dos pássaros?
-Sabe as aves em cativeiro não tem o mesmo canto tão belos como os que vivem aqui nas matas.
- O que é cativeiro?
- Cativeiro é lugar onde os homens ou os pássaros ficam sem liberdade, para os pássaros, por exemplo, é a gaiola.
Nesse momento o sabiá começou a cantar e Régis diz:- Tem coisa mais bela que esse canto?
- Tem sim disse o menino, a minha mãe ela é mais bonita e canta mais bonito também.
- O meu avô sempre diz assim: “Marta tu és a coisa mais bonita deste mundo e canta mais lindo que o sabiá”!
- Qual tua idade Isaías?
- Seis anos, minha mãe disse que assim que eu completar sete anos teremos que ir para a cidade para que eu possa freqüentar a escola.
- Por que você só fala em sua mãe e seu pai também não é a coisa mais bela para você?
- Não tenho pai ele morreu quando eu ainda era um bebê assim disse minha mãe.
- Desculpa-me disse Regis, não queria lhe entristecer.
- Não faz mal, já estou acostumado.
- E eu ainda não disse o que vim fazer aqui e como você é muito inteligente acho que vai me entender.
- Sou poeta, compositor...
- Sei sim, a minha mãe sempre canta e recita poesias e me diz os nomes das pessoas que fizeram aquelas músicas e poesias, como Regis e Castro Alves, ela diz que está me preparando para a vida.
- Mas por que o senhor mora numa barraca e não numa casa igual a nossa?
- Não mor aqui eu vim buscar inspiração para escrever meus poemas, as minhas músicas e pintar meus quadros.
- O que é inspiração?
Isaías não deixava passar nada.
- Inspiração é alguma coisa que a gente sente e faz com que nos dê vontade de cantar, de escrever ou de pintar coisas bonitas.
- Está ouvindo o sabiá cantando?
- Isto me faz pensar em poesias e pinturas, isto é inspiração.
- Está contente com a explicação?
- Mais ou menos, respondeu Isaías.
- Agora sou que vou perguntar.
- Quem lhe ensinou aqueles versos que você vinha cantando quando se encontrou comigo?
- Foi minha mãe, ela mesma o fez para mim.
- Está vendo neste canto foi o sabiá a inspiração.
- Ela sente como se houvesse necessidade do sabiá cantar para que a primavera surja cheia de beleza para espantar a tristeza e vir a alegria.
- E agora, ouve lá embaixo o barulho do ribeirão?
- Para alguns aquilo é um simples barulho e para outros é como vozes de crianças murmurando, correndo e brincando.
- Puxa o senhor é igualzinho a mim eu também penso que são crianças falando e durmo ao som do regato.
- Eu gosto do som da goteira da chuva caindo em cima do zinco do nosso rancho lá atrás de casa.
- Agora fiquei gostando mais ainda do cantor da primavera, não esquecerei jamais, disse Regis.
- - O senhor fala tão bonito eu gostaria que fosse conhecer a minha mãe e meu avô.
- Não acha que está ficando tarde demais para você ficar aqui?
- Sua mãe deve estar preocupada.
- É mesmo, puxa tenho que ir, mas quero que o senhor venha também.
- Irei amanhã, disse Regis.
- Mas o senhor não vai me deixar ver aí dentro?
- Ora quase não tem nada para ver mas vamos entrar.
- O que é isso?
- É uma tela, vou pintar nela algum cenário da natureza e vou colocar lá alguma coisa que me venha na memória também.
- O que é cenário da natureza?
- Você não está vendo o céu, as árvores, a flor, aqui um campo aberto, ali as matas fechadas, mais lá embaixo o rio?
- Tudo isto forma o cenário da natureza, qualquer dia deste vou mostrar-te um quadro que devo pintar enquanto estou aqui, tudo isso é muito bonito, mas precisa ser visto com amor.
Isaías saiu correndo dizendo que ia voltar no dia seguinte, mas quando estava viu lá embaixo na encosta da montanha outra barraca, nesta idade se tem muita curiosidade e nenhuma prudência e ao invés de ir para casa dirigiu-se para lá.
Encontrou lá o Dr. Fritz a examinar qualquer coisa com uma enorme lente.
Dr. Fritz estava tão concentrado no exame que realizava que não o viu chegar.
Enquanto isso Isaías olhava aquelas caixas com vidros cheios de insetos e outras com folhas comprimidas em lâminas de vidro.
Nisso Dr. Fritz se vira e o vê, que o olhava atentamente e quando ele se volta para o Dr. Fritz este diz como que maravilhado: Que belo espécime da natureza!
- Puxa todo mundo fala da natureza!
- O que é natureza?
- O senhor Regis fala em cenário da natureza o senhor também fala em natureza.
- Como poderei te dizer?
- Está vendo estas árvores, estes campos, estes besouros aqui, este sol que nos ilumina e tudo e tudo mais que não foi feito pelas mãos dos homens formam um conjunto que nós chamamos de natureza.
- Mas o senhor Regis disse que isto tudo é cenário da natureza.
- É ele tem razão, ele é pintor e é poeta.
- Então vamos dizer que tudo isto é obra da natureza e a natureza é alguma coisa que não conhecemos e foi ela que criou tudo isso que chamo de natureza e o senhor Regis de cenário da natureza.
- Mas meu avô disse que foi Deus que fez tudo isso.
- Então vamos dizer como seu avô e como o senhor Regis diz: Deus criou a natureza e a natureza criou tudo isso e também o cenário para as pinturas do senhor Regis.
- O que é isso?
- Isso é uma lente, olha aqui veja este besourinho, veja como ele fica grande!
- Puxa como ele fica cabeludo!
- O senhor veio aqui só para espiar as coisas com essa lente?
- Não, vamos dizer que estou estudando a natureza, para ver como vivem os animais, as plantas e classificá-los em famílias.
-Plantas têm família?
- Sim tem, vou falar das coisas que você conhece: a abobreira, o chuchuzeiro e melancia são da mesma família.
- Ah... disse Isaías admirado e pegou a lente e começou a olhar tudo através dela e Dr. Fritz o ajudou colocar na distância correta para melhor observar.
E depois não muito satisfeito por causa de sua grande curiosidade se despediu e saiu correndo para casa.
No entanto não era dessa vez ainda que ia direto para casa, ele avista outra barraca e vai para lá correndo, era a barraca do caçador, ele se preparava para ir caçar.
Isaías um tanto medroso e cauteloso a sua maneira fica observando.
- Oi! Diz o caçador.
- Oi! Responde o menino.
- O senhor veio também para ouvir o canto do sabiá como o senhor Regis ou veio para estudar a natureza como o Dr. Fritz?
- Eu vim me distrair, vim caçar.
- O meu avô disse que a gente só mata os animais quando a gente precisa se alimentar, ele disse que é crueldade caçar só para se divertir.
- Vai me dizer que você não tem uma atiradeira ou estilingue, como vocês dizem por aqui?
- Não tenho respondeu Isaías, respondeu zangado.
- Não vamos brigar, eu gosto de crianças e gostei de você, como se chama?
- Me chamo Isaías!
- Eu me chamo Demétrio!
Na casa de Isaías o avô e a mãe estavam preocupados, pois Isaías nunca se demorara tanto e saíram para procurá-lo e como sabiam das preferências do menino se dirigiram para o lado onde era mais abundante de sabiás e ali tinha algumas árvores frutíferas.
Encontraram o senhor Regis que informado do acontecido também saiu a procura do menino e encontraram o Dr. Fritz que disse que o garoto tinha estado ali conversando com ele,mas que já havia saído há algum tempo.
Combinaram que cada um seguisse uma direção, pois o menino podia ter se perdido na floresta e quem o achasse deveria dar um assobio bem alto.
Senhor Regis encontra o menino, ele ainda estava na barraca do caçador e disse: - Isaías tua mãe e teu avô estão preocupados com você, pensando que você estava perdido na floresta e deu um assobio bem alto e virando-se viu o caçador e disse, desculpa-me, mas estou um tanto afobado, até logo e partiu com o menino.
- Agora me leve até sua casa e o caçador os seguiu um tanto de longe.
- O senhor viu como minha mãe é bonita?
- Como poderia observar a beleza da tua mãe, com o susto que levei de saber que havia desaparecido.
- Então a olhe quando encontrar e mais lá embaixo todos se encontraram e depois de abraçá-lo sua mãe o advertiu para que não fizesse nunca mais isso que acabar de fazer.
E todos são convidados a irem a casa deles, irem à casa de Marta, este era o nome da mãe de Isaías e foram todos juntos e Isaías disse ao Regis: - viu como minha mãe é linda!
- É sim sua mãe é muito bonita, mas não fale assim que sua mãe pode não gostar.
- Meu avô sempre diz que ela precisa arrumar um pai para mim, ele diz que já está cansado para poder ajudar.
- O que está resmungando aí Isaías?
- É melhor vir aqui para perto de mim!
Chegando a casa os três foram convidados a entrar e passaram o resto do dia ali, faz tempo que não temos visitas e este acontecimento merece uma comemoração, disse Mateus, o avô de Isaías.
- Aqui estamos senhores, quatro homens, cada um com seu ideal e qual seria o melhor ideal?
- Um poeta e pintor, o senhor Regis; um cientista o Dr. Fritz e o senhor Demétrio que caça por esporte.
- O poeta e pintor é o cantor da natureza que às vezes vive no mundo da fantasia que se distraíram pelos caminhos da vida e iam aspirando o perfume das flores e colhendo uma aqui e outra acolá, como Chapeuzinho Vermelho fazia e foi apanhada pelo lobo malvado a indigência.
Os cientistas procuraram tanto a causa das coisas que se perderam no emaranhado da confusão, tal como ignorantes da ciência se perderam nos emaranhados dos mistérios.
O primeiro tornou-se ateu o segundo um fanático. O caçador traz em si o homem da caverna, mas graças a este instinto, a raça sobreviveu, dirá o senhor Fritz.
Mas todos têm um coração que pulsa que ama.
Não sei se o senhor Fritz pode ser um cientista da estirpe do pai do meu neto, ele estudava a natureza muito mais buscando as leis que a regem para colocá-la a serviço da humanidade do que buscar uma cadeia de transformação dos seres que sempre levam muitos talvez.
Ele acreditava como o senhor, que Deus criou tudo em substancia e assim o que tinha de chegar a ser cão já tinha substancia de cão e o que tinha substancia de baleia ia com certeza ser uma baleia e aquele que chegaria a ser homem tinha substancia de homem e não um macaco que se transformou em homem.
Os ditos espécimes que teria dado origem a outrem pode ser muito bem as espécimes que desapareceram e não eram elo que liga a coisa nenhuma, mas como ia dizendo todos nós temos um coração que pode amar e pode odiar, a prova é que todos estavam preocupados com Isaías.
E estou certo que o senhor Demétrio não titubearia em usar de todos os meios para defender este menino, portanto fico grato a todos e acredito que o certo é o equilíbrio, embora o homem estude a natureza ele mesmo é capaz de produzir toda e qualquer espécie de transtorno a ela.
E eu quem sou perguntarão vocês.
Um místico metido aqui neste deserto, se não somos ateus, com certeza já temos um pouco de místico, sou um professora aposentado, vim para cá para ajudar meu genro na confecção de um livro sobre a natureza, mas um acidente o vitimou e sua obra ficou parada, estamos aqui esperando vender este sítio e voltar para a cidade, embora gostasse mesmo era de ficar aqui, mas temos de pensar em Isaías.
Senhores, vocês não vieram para escutar uma arenga, mas para comemorarmos um acontecimento, vamos ao brinde, mas devo dizer que este não é nenhum licor e nem um champanhe, mas sim uma limonada, o que poderia ser melhor não é?
É o néctar dos deuses quero que o meu neto aprenda a ser um homem sóbrio.
Depois da ceia a noite cada um voltou para sua barraca.
O Dr. Fritz ficou interessado no livro inacabado assim como numa coleção de borboletas e besouros, no decorrer da conversa o Dr. Fritz havia falado no perigo do desequilíbrio da natureza com a extinção de certos animais e pela devastação das matas, o senhor Demétrio diante disso disse que ia embora e se sentia um réu sendo julgado por um tribunal, a sua consciência estava adormecida ou mal informado, aqui se orientara melhor.
Assim no dia seguinte saiu daquele cenário.
Marta era realmente muito bonita e Dr. Fritz e Regis queriam casar-se com ela, mas ela rejeitou os dois e Isaías que era muito esperto percebeu tudo.
Dr. Fritz depois de muitos meses treinou seus estudos e já dizia que ia partir, mas antes queria ver a obra inacabada do pai de Isaías e lá encontrou muita coisa que ele procurava e propôs publicar o livro depois de completá-lo.
Assim o professor redigiu um contrato que ambos assinaram, aquilo era um patrimônio para o neto e Marta.
Agora chegara a vez de Regis partir e Isaías fica muito triste; poetas e crianças parece que falam a mesma linguagem, vivem no mundo da fantasia, no mundo do “faz de conta”.
E como o amor é inventivo o menino inventou mil estratégias para forçar Regis ficar, um dia pediu para pitar se retrato, mas não parava quieto para a pintura nunca terminar, depois de esgotado tudo que ele podia imaginar, fingiu-se doente com dor de barriga e não queria comer.
A princípio todos se assustaram, inclusive Regis, mas depois todos notaram que era mais um truque de Isaías.
Marta adivinhou que o problema era que ele não queria que o Regis fosse embora, ele também havia notado as artimanhas do menino para que ele ficasse.
Marta pediu licença a todos e foi conversar a sós com seu filho e lhe disse que era uma pena ele estar doente, pois havia prometido a Regis que logo iriam visitá-lo.
Isaías acaba por pedir desculpas por ter mentido, dizendo que só queria que o senhor Regis ficasse como meu pai.
Meu filho, você é um bom menino e o beijou.
O menino disse a Marta, eu vi o senhor Regis pedir para a senhora casar com ele.
Marta falou, então é isso, você o quer como pai?
Então vou dar o meu sim ao senhor Regis, eu também o amo e creio que ele vai ser um bom pai para você.
De um pulo sem dar tempo de detê-lo, Isaías saiu correndo até a barraca de Regis e ele percebeu que Isaías não tinha nada de errado e ficou contente ao vê-lo.
Senhor Regis a minha mãe vai dizer sim, não era isso que o senhor desejava também?
Sim é isso, sua mãe gosta de mim também e sei que vamos ser todos muito felizes, Regis o abraçou e o beijou;
Depois...
Ora! Depois, vocês já sabem o que acontece quando tudo dá certo não é?
                                               Luiz José de Brum.

domingo, 11 de setembro de 2016

Meditando o Evangelho de hoje: O Filho Pródigo

Meditei assim o Evangelho de hoje: O Filho Pródigo

Imagem da Web

A parábola da Misericórdia é o centro do Evangelho de Lucas.
Para mim todo o Evangelho está contido na Parábola do Filho Pródigo, segundo Lucas.
Para mim esta Parábola é a mais bonita de todas que Jesus nos contou.
Quando leio ou medito a Parábola do Filho Pródigo, me sinto sempre voltando ao colo do Pai, sempre me redimindo de alguma culpa.
Nunca me acho o suficiente pura, no colo do Pai, sempre quero mais, sempre me vejo voltando, esta é a verdade, me sinto sempre mudando meu modo de viver, de agir, me sinto convertendo a cada meditação, sempre tenho alguma coisa para ser convertida, me sinto sempre mudando a direção da minha vida em direção ao colo do Pai Misericordioso.
Graças a Deus que isso acontece.
Muitas vezes nós fazemos como o filho mais jovem, pegamos nossas coisas e nossa viola e vamos embora do Pai e gastamos tudo de bom e bonito que construímos ao longo da vida e vamos embora até de nós e ficamos nus do sentimento de Deus.
Quando fazemos isso, quando partimos da casa do Pai, Deus fica com o coração contrito, dolorido.
Por outras vezes somos como o filho mais velho, pensamos que estamos perto do Pai, por que vamos a Missa, rezamos, damos esmolas, mas de verdade estamos aquém do Pai.
Somos como o filho mais velho, com ressentimentos, reclamando de tudo e julgando tudo a nossa volta.
O Pai aqui também fica com o coração entristecido, por que o filho mais velho pensa que está de verdade ao lado Dele, mas não está.
Voltando ao filho mais jovem, mas nos colocando no contexto da parábola.
Chega um dado momento que nos vemos no fundo do poço, gastamos tudo, estamos com fome de amor, nos sentimos sozinhos, nos sentimos nus, rasgados nas vestes e na alma.
E vem o arrependimento e pensamos no Pai com ternura e percebemos que quando estávamos lá na casa Dele, tínhamos tudo, nada nos faltava.
E vem a coragem de voltar, de pedir perdão e nos achegamos de novo ao colo do Pai e de cabeça baixa, pedimos perdão e o Pai que é todo Misericórdia nos acolhe num abraço perdoando nossos pecados e se faz morada em nosso coração, através desse abraço. 
Deixar a casa do Pai é negar que pertencemos a Deus, não é a casa física que abandonamos, mas a casa espiritual que é Deus, o Pai amado.
A casa do Pai é o centro do nosso ser, é o nosso coração, é a nossa alma.
Vamos fazer como o Filho Pródigo, retornar sempre, toda hora para o colo do Pai.
Mas tem um porém, o filho mais novo voltou, mas o filho mais velho, todo revoltado, o Pai o chama para comemorar a volta do irmão, mas ele diz que esta festa é sem propósito.
Uma coisa que ia esquecendo de dizer, este filho mais velho é cada um de nós que está longe do Pai embora perto, mas longe, por que na maioria das vezes não fazemos a vontade do Pai e sim a nossa miserável vontade e nos afastamos do Pai, embora morando na mesma casa.
Jesus termina a estória falando assim: “Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado”.
Fica uma pergunta para nós.
Iremos entrar na casa do Pai e celebrarmos juntos ou continuaremos ressentidos, reclamando e julgando?
Qual será de verdade nossa decisão?
Foi por isso que Jesus terminou a estória, a linda parábola do jeito que terminou, para que pensássemos e tomássemos a melhor decisão.

              Maria Teresa

Prenúncio da Primavera!


                              http://www.youtube.com/watch?v=8y8OVUV-nA8

Estamos sendo despertados pelo "Sabiá Laranjeira cantando em nossa janela, é emocionante acordar assim, por que este é o prenúncio da linda Primavera que tanto amamos e que está a chegar.
O sol está radiante, os pássaros cantam lá fora , voando de roseira em roseira nos enfeitiçando e embelezando nosso viver.
O dia de hoje por certo será maravilhoso, por que os pássaros cantam e isso nos enche de esperança de ser mais um dia de felicidade.
Obrigada meu Deus!
Um abraço a todos e feliz prenúncio da linda Primavera, Maria Teresa.


Imagem retirada da Web

"O sabiá-laranjeira [Turdus rufiventris (Vieillot, 1818)] é uma ave muito comum naAmérica do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo.[1] É popular especialmente no Brasil, tendo se tornado por lei, em 2002, a ave-símbolo do país[2] Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966.[3] É citado por diversos poetas como o pássaro que canta o amor e a primavera".[4]  (Wikipédia)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Sete de Setembro: Dia da Independência do Beasil

Resultado de imagem para imagem do Brasil chorando

Que Independência é esta,
- de tanto analfabeto, que nem o nome sabe escrever?
- de uma saúde doente e caótica?
- de tantos analfabetos funcionais, como nossos Deputados e Senadores, que não sabem interpretar o artigo 52 da Constituição Brasileira?
Que Independência é esta que nos impede de ir e vir, de sentar numa praça sem correr o risco de ser assaltado ou degolado?
Que Independência é esta que uma Câmara de Deputados e Senadores, impedem a punição dos corruptos e de serem presos?
Que Independência é esta onde se tem dois pesos e duas medidas para julgar o mesmo crime, de um pobre e de um rico?
Que Independência é esta, que temos condenados fora da cadeia?


Como festejar esta data, a Independência do Brasil, se me sinto prisioneira de uma sociedade corrupta e manipuladora e de governos que só pensam em si mesmos?   Maria Teresa

                     

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sorria você está sendo filmado.


Não quero e nem posso nunca perder este riso fácil que emana do meu coração e se exterioriza em meu rosto e em todo o meu ser, num grande sorriso.
Amo sorrir, o sorriso não se afasta de mim em nenhuma circunstância, claro que na dor ele se esconde um pouco, mas está ali se alguém precisar o sorriso vem como libertador da dor.
Amo sorrir e quando ando pela rua sempre sorrio por quem por mim passa e isso reconforta meu coração, por que na maioria das vezes recebo um sorriso de volta, outras vezes não, até me olham com surpresa, mas nem ligo gosto muito de sorrir e sorrirei sempre.
Estou cá a escrever e a sorrir de mim mesma, por ser tão assim, rsrsrs.
Bom demais sorrir e peço ao bom Deus que nunca me deixe perder este gosto pelo sorrir.
Quando entro em algum lugar, e tem aquele aviso, “Sorria, você está sendo filmado”, tenho vontade gargalhar e dou aquele sorriso, rsrsrs.
Me diga de verdade, não é bom sorrir e receber um sorriso também?
Então sorria, sorria muito, a vida é muito passageira, para deixar o sorriso escondido.
Um abraço todo sorridente, Maria Teresa.

sábado, 13 de agosto de 2016

Um bate papo com Luiz José de Brum, meu querido pai.



     "Eu sou o dia, hoje o meu semblante está alegre e toda a natureza se alegra comigo, mas as vezes estou carrancudo, choroso e toda a natureza se entristece e chora comigo.
     É que meu tataravô é um velho que hora está alegre e hora ranzinza e muitas vezes furioso e a minha alegria ou tristeza depende dele.
     O meu tataravô é o tempo, é tão velho como o mundo, quando estou alegre, sorridente, sou um dia de sol seguido de uma noite calma com o céu crivado de estrelas.
     As árvores se dobram suavemente sob o respirar brando do meu tataravô, a essa respiração dão o nome de respiro, a essa respiração branda dá-se o nome de brisa.
     Outras vezes sou um mal dia por que o meu tataravô está enfurecido, respira forte, soprando com furor derrubando tudo, bufa, uiva, ruge como uma fera.
     As árvores sob sua fúria dobram-se e quebram-se, as casas são destruídas e destelhadas. A essa respiração estertorosa e violenta dá-se o nome de furacão.
     A minha vida é de pouca duração é limitada pelo giro que a terra faz em torno do seu eixo.
     Há tempos remotos os homens só conheciam as duas fases principais de minha vida, o nascer e o por do sol.
     Aí inventaram de espetar uma vareta no chão, cuja sombra marcava a minha idade, muito mais tarde inventaram um aparelho que cheio de areia que colocado de cabeça para baixo ia escorrendo a areia a fim de determinar a minha idade, mesmo que meu tataravô estivesse zangado e não deixasse o sol sair.
     Por fim inventaram uma peça mecânica que deram o nome de relógio, o qual fazia aquele  trabalho com mais precisão, marcando as minhas vinte e quatro horas.
     Como vêem tenho uma vida curta, entretanto posso ficar imortal e com isso imortalizar o meu pai, o mês e o meu avô o ano, basta para isso que um fato histórico ou o nascimento de um homem que se tornou famoso pelos seus feitos, se dêem no período da minha existência, assim como a Proclamação da República e o dia 15 ficou imortal e imortalizou o seu pai Novembro e o seu avô 1889 também ficou imortal.
     Também costumo ficar imortal quando algum poeta ou escritor aplica o meu nome nas suas obras e fica imortal, também o meu pai o mês e muitas vezes ficam também imortais os meus tios, a primavera, o verão, o inverno e raramente o outono.
     Eles fazem assim: “naquele dia triste de inverno...” ou então “naquela tarde alegre de primavera...” ou ainda “naquele dia de verão afogadiço...”
     Só não é muito lembrado o meu tio outono, por ser um sujeito indiferente, pois não é frio e nem quente.
     É assim a minha curta existência, vou parar por aqui por que o meu tataravô o tempo voa veloz e temo que me deixe em dificuldade para mais explicação, salvo se acontecesse como naquele fato bíblico em que a pedido de Josué, o dia teve maior duração e então eu poderia bater mais um pouco de papo".

          De Luiz José de Brum, meu querido papai.

    (((Esta crônica foi escrita na década de sessenta)))

...........BOSQUE DA PRINCESA, EM PINDAMONHANGA

Meu querido e amado papai.

A imagem pode conter: 2 pessoas , barba
Um pouco sobre meu amado e querido pai, Luiz José de Brum
Meu pai foi uma pessoa super especial em todos os s. 
Dotado de uma inteligência e sensibilidade ímpares. Tenho muitas histórias para contar sobre meu querido pai. 
Grande homem, de estatura mediana, mas que parecia um gigante. 
Um poeta maravilhoso, impecável de estilo próprio, cantava em verso e prosa, a natureza, a humanidade, o cotidiano, a saudade, a felicidade, os sonhos, a dor, a alegria... 
Senhor Luizinho como era chamado e respeitado por todos, amava a natureza, e eu, ainda era muito pequena, devia ter uns 5 anos e nos domingos depois do almoço ele e mamãe me levavam para passear pelos campos, perto de onde morávamos, não era como é hoje. 
Tinha campos imensos cobertos de flor maravilha, ele levava fio de náilon e eu ia colhendo as florzinhas e fazia pulseira, colares, coroas e ia me enfeitando e ele me chamava sempre a atenção para ouvir o cantar dos pássaros, admirar as borboletas...era um passeio incrível, voltava pra casa toda enfeitada de flores. 
Papai também gostava muito de ler, escrever, ouvir boa música, sempre na vitrola rodava algum disco de música clássica, ora, Bach, ora Beethoven, ora Vivaldi e tantos outros que fui apresentada ainda muito pequena, (amo música clássica). 
Papai era um grande contador de histórias, gostava muito de contar sobre quando eles moravam em Piraí, até escreveu suas memórias que tem o título de “Fisionomia de uma época”, fantásticos relatos. Papai era muito generoso e dava aulas particulares em casa para pessoas que tinham dificuldades para aprender, crianças, adultos, não importava a idade, lá estava o papai a ensinar. 
Quando as pessoas ficavam doentes e precisavam tomar injeção lá ia papai com sua caixinha metálica com agulhas, seringas, algodão e álcool atender com carinho as pessoas doentes, papai não podia ver ninguém necessitado que ia ajudar. 
Tocava bandolim com um primor que chegava a ser emocionante, tocava até “Árias de Bach” no bandolim, muitos especiais eram estes momentos. Fazia uma pizza, um pastel de carne assada, um bolão de fubá, super deliciosos, tudo obra dele, da massa à finalização. 
Foi um grande alfaiate, sapateiro, perfumista, falava inglês, francês tudo aprendeu sozinho, era um autodidata fantástico, segundo me consta ele nunca frequentou uma escola, porque em Piraí, naquela época, não havia escolas. 
Falava alguns idiomas, entendia muito de Homeopatia, ele foi muito especial e como eu o amo!
Saudades querido papai, sua benção e um beijo em seu coração, Maria Teresa.

domingo, 7 de agosto de 2016

Troca de plantão - desconheço a autoria



Troca de plantão
"Jesus Cristo resolveu voltar a Terra e decidiu vir vestido de médico!
Procurou um lugar para descer e escolheu, no Brasil, um Posto de Saúde do SUS.
Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço.
Jesus entrou, de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
Os pacientes viram e falaram: - “Olha aí, vai trocar o plantão”!
Jesus Cristo entrou na sala e falou para o colega que ele poderia ir embora, pois ele iria continuar o seu trabalho.
E, Jesus todo resoluto, gritou:
- "O PRÓXIMO!!!"
Entrou no consultório, um homem paraplégico em sua cadeira de rodas.
Jesus Cristo levantou- se, olhou para o aleijado e, com a palma da mão direita sobre sua cabeça disse:
- "LEVANTA-TE E ANDA!"
O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou: - "E aí, como é esse doutor novo?"
Ele respondeu: "Igualzinho aos outros...
Nem examina a gente!
Moral da história:
Tem gente que já recebeu o milagre, mas nem se toca, pois só vive pra reclamar ou botar defeito em tudo nesta vida!
Depois dessa.....
Eu agradeço ao Senhor por esse dia maravilhoso que Ele presenteou a mim e a você!!!
É por isso que... o hoje se chama “PRESENTE”
Aproveite e seja muito feliz!!
Mande esta mensagem para
os amigos que significam
algo para você
e que fazem você sorrir quando você precisa.
BOA NOITE
Jesus Cristo resolveu voltar a Terra e decidiu vir vestido de médico!
Procurou um lugar para descer e escolheu, no Brasil, um Posto de Saúde do SUS.
Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço.
Jesus entrou, de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
Os pacientes viram e falaram: - “Olha aí, vai trocar o plantão”!
Jesus Cristo entrou na sala e falou para o colega que ele poderia ir embora, pois ele iria continuar o seu trabalho.
E, Jesus todo resoluto, gritou:
- "O PRÓXIMO!!!"
Entrou no consultório, um homem paraplégico em sua cadeira de rodas.
Jesus Cristo levantou- se, olhou para o aleijado e, com a palma da mão direita sobre sua cabeça disse:
- "LEVANTA-TE E ANDA!"
O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou: - "E aí, como é esse doutor novo?"
Ele respondeu: "Igualzinho aos outros...
Nem examina a gente!
Moral da história:
Tem gente que já recebeu o milagre, mas nem se toca, pois só vive pra reclamar ou botar defeito em tudo nesta vida!
Depois dessa.....
Eu agradeço ao Senhor por esse dia maravilhoso que Ele presenteou a mim e a você!!!
É por isso que... o hoje se chama “PRESENTE”
Aproveite e seja muito feliz"!!
.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!! (Desconheço autoria)

Imagem da web

"Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!!
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…
…as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!!
Tire o pó… se precisar…
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR !
Tire o pó… se precisar…
Mas você não terá muito tempo livre…
Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!
Tire o pó… se precisar…
Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente….
- Pense bem, este dia não voltará jamais!!!
Tire o pó… se precisar…
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.
AFINAL:
“Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”
(Autor desconhecido )

Mimo de Gracita

Delicadeza de Roberta Maia

Como é bom viver...

Hum, como é bom viver a vida com responsabilidade e alegria!
Mas vida é curta para ser vivida com intolerância, com mau humor e estupidez como tenho visto por ai.
A vida é para ser vivida como se fosse um desabrochar de uma rosa, lentamente. Como o despertar do girassol, que se espreguiça todo até ficar olhando o sol, para melhor aproveitar a sua vida.
Viver a vida como se ela fosse uma sinfonia de pássaros matinais e se prestar atenção ouvirá uma sinfonia diferente a cada amanhecer, é só não ter pressa e ouvir, porque os pássaros estão lá a cada amanhecer.
Viver a vida sem pressa alguma porque a pressa não deixará experimentar o doce sabor que ela oferece a cada dia e olha, ela oferece sabores diferentes e crescedores de se viver.
Viver a vida como se não houvesse noites e só dias e dias de sol.
Então faça da noite do viver o mais lindo dia de sol!!

Arte: Émilie Munier
Autoria: Maria Teresa

Palavras da autora: “...nasci rodeada por livros, boa música, pinturas de quadros (papai tinha um atelier em casa), bordados (mamãe bordava lindamente) e muita religiosidade, caçula de três irmãos homens, temporã de pais na meia idade, fui educada com muito amor e mimo......adoro poesia e deixo o coração ditar e minhas mãos copiarem sobre o papel e ou teclado...amo ler e escrever, gosto muito de brincar com as letras...”

Maria Teresa tem dois Blogs:
Blogs lindos, cheio de declarações de amor( a seu marido) e muita paz!!!
Conheçam!!!

- Minha querida Maria Teresa, sua base familiar refletiu na linda mulher que é, apesar de conhecer apenas virtualmente, sinto sua energia BOA daqui!
Aqui é seu selinho destaque querida, fique à vontade para leva-lo:


Beijinhos Iluminados e Agradecidos!!

11 Comentários:

  1. Ahhhhhh como é bom VIVER!

    Aproveitar cada momento de sorriso nos lábios!

    Ahhhh como é bom VIVER

    Post inspirador Roberta!
    Amei

    :)

    Responder
    Respostas
    1. An@, sorriso nos lábios, adorooooo...!!!
      Beijinhos Iluminados!!!

      Muita Luz!!

  2. Bom dia Roberta, Parabéns a Maria Tereza pela doçura e sensibilidade, viver a vida sem pressa hoje em dia é um desafio que todos nós deveriamos querer vencer! Ótimo dia! Bjoooooss

    Responder
    Respostas
    1. Kellen,os blogs de Maria Teresa são cantinhos onde ela mostra sua paixão pelo marido e a vida!!!

      Lindo Dia!!!

  3. Conheço os blogs da Maria Tereza e são lindos sempre!!beijos às duas! chica

    Responder
    Respostas
    1. Chica, são lindo nê?!AMO DE PAIXÃO!!!
      São muito transparentes...claros!!!

      Beijinhos Iluminados!!!

  4. Querida Roberta, nem sei como fazermos para agradecer, ficamos deveras muito emocionados.
    Ficou linda sua postagem, trouxemos conosco o lindo selo que nos presenteou.
    Agradecemos do fundo do coração e seja sempre muito feliz e abençoada, que sua vida seja repleta de luz e muito amor sempre...beijos nossos no coração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Maria Teresa, obrigada você por ter dado a permissão para que uma de suas obras estivesse aqui no Blog Luz!!!
      Fico imensamente feliz que tenham gostado!

      Beijinhos de Luz no coração do casal!!!
      Bençãos Plenas!!

  5. É isso mesmo, como é bom viver e aproveitar de todas essas coisas maravilhosas que a vida tem para nos oferecer. Ás vezes nem damos conta que estão mesmo pertinho de nós :)
    Linda mensagem, os meus Parabéns à autora!
    Beijiinhos

    Responder
  6. Olá! Tudo diferente e belo por aqui! Adorei as imagens de muita paz...e harmonia e o texto da Maria Tereza perfeito...vou conhecer...
    Parabéns Roberta!
    Bjs e que seu dia seja ótimo, com paz e bons pensamentos!
    CamomilaRosa

    Responder
  7. Olá Roberta,

    Conheço a Maria Tereza. É uma amizade recente, mas já pude constatar a beleza e sensibilidade de sua alma. Seus blogs são excelentes.

    O texto é lindo. Um convite à arte de bem viver.

    A ilustração ficou encantadora com a arte de Émilie Munier. Parabéns pelo bom gosto!

    Beijos.

    Responder