Divagando...

Divagando...
Bosque da Princesa em Pindamonhangaba - Foto de Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Gosto do Natal!

Presépio da praça de Pinda, ano passado.

Gosto deste nascer de novo de Jesus em meu coração.
Procuro ser uma “Belém” e meu coração uma “Manjedoura”.
Gosto desta confraternização. desta alegria.
Gosto dos fogos coloridos explodindo no ar.
Pessoas se abraçando desejando paz, amor...
Mas até que ponto tudo isso é verdade?
                                               Dá medo em meu coração.
Tomara que seja tudo verdade, lá do fundo da alma.
Tomara que todas as pessoas estejam com esta Paz no coração,
comemorando o aniversário do Menino Jesus!
Tomara que seja real e não apenas uma festa trivial.

          Um abraço e feliz Natividade de Jesus, 

Maria Teresa

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Mais um pouco das minhas memórias, Preparação do Presépio

 

Essa época de Natal meche muito comigo, revira meu coração,
Fazendo velhas histórias, lá de trás, ficarem tão presentes no agora, que parece que estão acontecendo de novo, neste momento.
Tudo retorna gostos, aromas, semblantes, toques, vozes...
E vejo papai, mamãe, vovô montando o Presépio e eu bem pequena sentada ao lado, só observando e ouvindo atentamente cada som, cada ruído, cada palavra.(ainda sou assim).
Para mim, era um acontecimento, eu esperava ansiosa por este momento mágico, parecia que Jesus, só estava esperando colocar a sua Manjedoura para ele poder nascer.
E eles iam construindo com papel pardo a Gruta e pintavam delicadamente e eu olhando e ouvindo, pois sempre um deles ia contando a história de Jesus e as imagens iam sendo colocadas uma a uma e o papai ia falando de cada uma delas e a importância de cada uma na vida de Jesus.
E quando o Presépio estava pronto a história de Jesus, desde a concepção até o nascimento já estava bem contada e ilustrada ali ao vivo diante dos meus olhos de criança.
Quando terminavam, mamãe acendia uma vela e ali rezávamos para Jesus nascer no coração de cada um de nós e ficar dentro dele para sempre.
Todas as noites a família toda, éramos sete (vovô, papai, mamãe, meus irmãos Zezé, Sidney, Celso e eu) nos ajoelhávamos e rezávamos para o Menino Jesus e na noite de Natal, íamos todos juntos na Missa do Galo.

E quando arrumei nosso Presépio hoje e memórias povoaram suavemente meu coração e como foi bom rever todos eles ali diante de mim e eu tão pequena e tão atenta na história de Jesus.
Foi bom demais reviver estes momentos únicos.
Feliz Natal a todos!
                           Maria Teresa


Parabéns Taubaté querida!


(Imagem da web)
Eu amo Taubaté!
Feliz aniversário minha querida Taubaté!
Minha cidade berço, onde meus pais, irmãos,avô, vieram do estado do Rio de Janeiro, para fazer desta terra seu lar.
Eu amo Taubaté!
Minha cidade querida, que me formou professora e bacharel em Direito, que me fez a mulher feliz que sou!
Eu amo Taubaté!
Minha cidade que me fez realizar sonhos lindos!
Agradeço a ti Taubaté, por ter acolhido minha família aqui em seu solo e ter me dado licença de ter nascido em Taubaté!
Muito obrigada querida Taubaté!
Um abraço aos taubateanos e aos que se consideram taubateanos de coração, Maria Teresa

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Natal

Mágico Dezembro: Jesus nasceu!

Sempre gostei de Dezembro, não por causa dos presentes, mas sim pela doçura do nascer de novo de Jesus no coração da humanidade.
Mas de muitos anos para cá, o espaço que Jesus ocupa na decoração das ruas e principalmente no coração do homem diminuiu sensivelmente, quase desapareceu.
Estive observando ano passado, aqui em minha cidade, que no espaço da casa do Noel, tinha filas imensas, para fotografar os filhos no colo do Noel, do outro lado da praça, estava o Presépio e dava para contar quantas pessoas tinham lá para rezar ao Deus Menino para agradecer.
Que decepção, que tristeza senti em meu coração.
Estão esquecendo do aniversariante.
Do principal.
Jesus é o principal desta festa, Ele nasceu, morreu e ressuscitou para salvar a mim, salvar você, para nos salvar, para nos libertar.
Mas o que tem isso, não é?
Senti um aperto no coração e me calei, o que eu posso fazer para mudar a consciência das pessoas?
Mas posso tentar dizer que reservemos um espaço imenso em nosso coração e que cantemos parabéns a Jesus e façamos uma oração sincera para este Deus Menino que só quer nos ver felizes e vamos presentear sim quem nós amamos, mas não esqueçamos que o aniversariante é ELE, só ELE.
Eu também gosto de presentear a quem amo, quem me dera poder comprar presentes para todos que conheço e fazer uma grande festa, mas não posso esquecer o aniversariante, do verdadeiro aniversariante que é Jesus.
O Noel é baseado em São Nicolau, que realmente existiu e que só fazia o bem, inclusive conta a história que ele distribuía brinquedos, alimentos, roupas aos necessitados

O Papai Noel: origem e tradição
“Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.
Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.
Atualmente, a figura do Papai Noel está presente na vida das crianças de todo mundo, principalmente durantes as festas natalinas. É o bom velhinho de barbas brancas e roupa vermelha que, na véspera do Natal, traz presentes para as crianças que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano. Ele habita o Polo Norte e, com seu trenó, puxado por renas, traz a alegria para as famílias durante as festas natalinas. Como dizem: Natal sem Papai Noel não é mesma coisa”.
(Texto da Web)

Feliz Natal abençoado por Jesus e que 2017 seja repletos de sabedoria, trabalho, amor, saúde, magia e FELIZ FELICIDADE!
É Natal!
Maria Teresa

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Saudades dos que se foram

                                                                    Imagem minha

A saudade que sinto dos meus pais, meu avô, meu irmão e de tantas outras pessoas tão queridas, é uma saudade só minha, tão intima e tão dolorida as vezes que parece que vai sufocar e tirar o ar.
Ela é constante e cortante dentro de mim, não me dá trégua, não sai de mim, que às vezes sinto o cheirinho deles perto de mim e quando isso acontece fecho meus olhos para eternizar este momento tão meu tão nosso.
É uma saudade de vida, não de morte, por causa das histórias que vivemos juntos, do caminho que percorremos juntos e sempre estarão vivos em mim.
Que saudades que dá de ouvir a voz, de ouvir meu nome pronunciado por eles, que saudades!
Saudades de ouvir velhas histórias, que só eles sabiam contar e não dá nem para recontar, apenas recordar e que bom que elas estão vivas em minha memória e no coração.
Esta saudade é colorida, por que eles pintaram em minha vida cores inimagináveis, cores que não vejo por aí, vejo apenas nas lembranças doces e suaves que tenho e sinto por eles.
Que saudades, saudades às vezes tão doídas em mim, mas não quero parar de senti-las, pois esta é a forma de mantê-los vivos dentro de mim.
É saudade, é amor e será sempre assim, recheada de amor incondicional e intemporal.

Saudades infintas de vocês meus amadinhos!
               Maria Teresa

Finados

     

                                                                    Imagem minha

Consagraram o dia de hoje como 'dia dos mortos'.
Eu particularmente não gosto de ir a cemitérios e nem acho
que seja um  lugar triste, apenas não gosto e não vou até lá
reverenciar meus pais, meu avô, meu irmão Zezé e mais alguns 
parentes.
Fiz isso quando eles estavam vivos.
Todas as flores e toda reverência e todo amor,
que podia ter dado a eles, dei enquanto estavam vivos,
aqui ao meu lado, flores da harmonia, do amor, da paz, da ternura,
do companheirismo, flores da vida feliz.
Sei que dei a eles estas flores e flores colhidas do jardim
do nosso quintal.
Saudades deles sentirei para sempre e não é uma ida ao cemitério
que vai diminuir, prefiro sim lembrar dos momentos felizes que vivemos e
oferecer minhas orações a eles como faço todos os dias e sei que um dia
que espero que ainda demore muito, irei me encontrar com eles e brindaremos
com uma taça de vinho bom, o vinho da vida eterna, nosso encontro e viveremos 
para sempre na glória do bom Jesus.
Que Deus perdoe nossos pecados e um dia nos encaminhe para a sua Glória.
Amém!     
             Maria Teresa

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Origem do dia de Todos os Santos

                                                                                            Imagem da Web


"Vi uma grande multidão que ninguém podia contar,
de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam
de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes
brancas e palmas na mão."
A visão narrada por são João Evangelista, no Apocalipse,
fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje.
A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados
e a quantidade de dias do calendário não permite que
eles sejam homenageados com exclusividade. Além desses,
a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que
viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando
com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos
ensinamentos de Jesus.
Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja
ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer
a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra
perseverando na fé em Cristo.
Portanto, são mesmo multidões e multidões, porque para Deus
não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo
modo. O que vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na
fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece.
Como mesmo entre os canonizados muitos santos não têm um
dia exclusivo para sua homenagem, a Igreja reverencia a lembrança
de todos, até os sem nome, numa mesma data.
A celebração começou no século III, na Igreja do Oriente, e ocorria
no dia 13 de maio.
A festa de Todos os Santos ocorreu pela primeira vez em Roma, no
dia 13 de maio de 609, quando o papa Bonifácio IV transformou o
Panteão, templo dedicado a todos os deuses pagãos do Olimpo,
em uma igreja em honra à Virgem Maria e a Todos os Santos.
A mudança do dia começou com o abade inglês Alcuíno de York,
professor de Carlos Magno, perto do ano 800. Os pagãos celtas
entendiam o dia 1o de novembro como um dia de comemoração que
anunciava o início do inverno. Quando eles se convertiam, queriam
continuar com a tradição da festa. Assim, a veneração de Todos os
Santos lembrando os cristãos que morreram em estado de graça foi
instituída no dia 1o de novembro.
O papa Gregório IV, em 835, fixou e estendeu para toda a Igreja a
comemoração em 1o de novembro. Oficialmente, a mudança do dia
da festa de Todos os Santos, de 13 de maio para 1o de novembro,
só foi decretada em 1475, pelo do papa Xisto IV. Mas o importante
é que a solenidade de Todos os Santos enche de sentido a homenagem
de Todos os Finados, que ocorre no dia seguinte".
Texto retirado do site abaixo:
Feliz dia de Todos os Santos, um abraço,  Maria Teresa

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Reedição: Voltando no tempo de criança

Eu tinha uns quatro anos.


Perguntaram-me assim: “Se você pudesse voltar no tempo, em que tempo seria”?
Voltaria quando era criança, lá na cozinha de casa ao anoitecer.
Aprendi muito naquela cozinha simples, de cimento vermelho, com fogão a carvão, um guarda-comida, um paneleiro, uma pia toda branca, uma mesa oval feita por papai e seis cadeiras, ‘éramos seis’.
Papai tinha uma loja de confecção própria, uma pequena loja e quando a noitinha ele chegava de volta de mais um dia de trabalho, se sentava num banquinho e eu em outro.
Pegava seu bandolim e ia contar como tinha sido o ‘movimento’ da loja naquele dia, uns dias ia bem, noutros não tão bem, mas vivíamos com dignidade e na simplicidade.
Enquanto ele contava seu dia, dedilhava alguma canção naquele velho e bom bandolim, eu ficava de olho nas mãos dele e em seu olhar terno que sempre tinha.
Eu adorava as histórias de papai, depois que ele contava sobre seu dia, perguntava a mamãe como foi o dia dela e ela toda feliz dizia assim: ”Ah meu velho hoje fiz cinco camisas brancas, estão prontas e passadas, amanhã é só levar para a loja”, cuidei de nossa casa e de nossa menina, (eu)e dos meninos, seu pai, meu avô, João Brum, me ajudou brincando com a nossa menina.
Mamãe era uma grande costureira, ajudava o papai nas costuras da loja, ficava toda feliz por isso, eles eram muito felizes e se amavam muito, eram almas gêmeas.
Depois o vovô contava também as coisas que tinha feito, meus irmãos também e chegava a minha vez de falar e eu toda faceira contava que tinha brincado no quintal com vovô, que tinha comido muita goiaba sentada num dos galhos dela, rsrs.
E papai perguntava: “Leu algum livrinho de história”?
Eu corria até a sala e pegava o livro e já começava a contar a história, eu ainda não sabia ler, eu lia as figuras e contava para todos.
Bons tempos aqueles que vivos estão em minha memória.
Adoraria voltar naquele tempo e ouvir papai tocar seu bandolim e contar as velhas histórias e sentir aquele cheiro de novo da janta que mamãe fazia com tanto amor e sentir também o cheiro que cada um de nós tinha naquela época... Saudades gostosas de sentir.
É nesse tempo que gostaria de voltar e volto sempre no tempo e revivo estes momentos em meu coração.
                      Maria Teresa

Criança

Meus três sobrinhos,  Reggis, Anne e Rennan,
joje três adultos maravilhosos.

Criança,
dom de Deus
e tantas vezes maltratada.
Criança,
crença, recompensa  terrena
e tantas vezes maltratada.
Criança,
infinita graça eternizada
e tantas vezes maltratada.
Criança,
amor transbordante de esperança e paz
e tantas vezes maltratada.
Criança,
nascente extremosa da luz
e tantas vezes maltratada.
Criança,
carinho singelo de doçura
e tantas vezes maltratada.
Criança,
tem que ser o fruto de
dois seres que se amam,
para nunca mais ser maltratada!
Maria Teresa

Criança

                                                       Eu tinha aí, uns 3 anos

Criança

  
Criança, poesia em flor.
Criança um desabrochar permanente para a vida.
Criança, uma prece de louvor a Deus.
Criança, pureza, inocência em cada falar.
Criança, paz no seu sorriso, que só diz amor.
Criança, amor em cada nascer.
Criança, sonho, esperança, em cada caminhar.
Cresça criança, conquiste seu lugar ao sol,
Mas não perca jamais a ternura,
A pureza, o amor, do seu meigo olhar.
           Maria Teresa

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Eu! Escritora?



Eu escritora?
Apenas gosto de brincar com as letras e deixar meu coração exprimir o que minha alma grita.
E ela grita tão alto, tudo que está em meu coração e como tem coisa linda em meu coração.
Não sou convencida e arrogante, mas é verdade, todos que me conhecem falam isso e eu acabei acreditando e como é bom tudo isso que tenho dentro de mim que tem hora que grita e
que explode em mil canções de amor, de gratidão, de saudades, de ternura, de alegria.
Grita quando depara com o desabrochar da rosa, que lindo é.
Emociona-se quando o bem-te-vi me chama lá de fora, dizendo:"Bem-te-vie  Teresa, vem pra fora , já amanheceu"
Tudo isso é mágico e ímpar.
Meu coração fala quando meu bem me olha dentro dos olhos e diz com o olhar que me ama, que ama esta mulher que está a sua frente sorrindo, sempre sorrindo, até mesmo quando está brava, de bico.
(eu também as vezes fico brava, por bobeira, ainda bem que é bobeira)
Então acho que sou escritora, escritora que brinca com as palavras dizendo o que vai no coração.
Sou escritora quando sinto o lindo amanhecer que derrama o sol dentro do nosso quarto dizendo bom dia e que bom dia delicioso que ele nos diz. 
Mas quando chove não é menos bonito e a chuva derrama sua benção em nosso jardim, nas nossas plantas, só as rosas reclamam um tantinho, por que elas precisam de pouca água e quando vem muita elas sentem-se afogadas e os botões não desabrocham.
Gosto de unir as letras e falar do que vai em meu coração a respeito das borboletas que vão de flor em flor, como se as cheirasse se demorando nas mais cheirosas sempre.
E o beija-flor?
Lindo demais, ele vai de flor em flor beijando-as a mando de Deus como se abençoasse cada uma delas com seu carinho.
Sou escritora quando sinto em meu coração a saudade dos meus pais, do meu avô queridos, do meu irmão Zezé, aí escrevo coisas que eles me ensinaram, que me falaram, ou que eu apenas ouvi, mas que levei para a vida, por que de boba não tenho nada e graças a Deus  reti tudo em mim, para agora repartir com você que está aí do outro lado, comigo.
Que bom que me disseram que sou escritora e por isso estou cá a falar tanto sobre a natureza que explode em harmonia nos enfeitiçando a cada dia.
Ainda tenho tanto para falar, mas paro por aqui e deixo vocês com estas rosas que encantam aqui nossa vida e nosso jardim, nos fazendo ainda mais felizes.

Um abraço carinhoso e lindos olhares por aí na natureza, MariaTeresa

Inquietação

Imagem minha

A primeira vista inquietação parece ser um sentimento ruim, mas não o é.
Esta inquietação nem sempre é negativa, ela nos faz pensar, questionar muita
coisa em nossa vida, ela nos move e nos impulsiona a fazer um mergulho no mais
íntimo do nosso interior, nos fazendo conhecedores de nós mesmos.
Esta inquietação muitas vezes gera ansiedade, mas mesmo assim não acho que essa
ansiedade seja negativa, pois ela é para mim como mola propulsora, que leva ao auto conhecimento mais profundo.
Às vezes temos medo de ir fundo em nossos mergulhos e questionamentos, temos medo do que podemos descobrir, com certeza estes mergulhos sangrarão algumas feridas, mas é sangrando muitas vezes que nos curamos, que nos libertamos de traumas, de algumas sequelas deixadas pelo tempo de coisas mal resolvidas e elas nos impedem de ser, para apenas estar no mundo.
Nada é mais triste que ter o espírito amputado e nossas emoções violentadas, por não saber que direção seguir.
Temos que ter coragem para equacionar nossas emoções e nossas vontades e muitas vezes o que o coração diz é o certo e nem sempre o ouvimos.
Muitas vezes ficamos estagnados, parados no tempo a espera de um milagre e que nunca irá acontecer, pois milagres acontecem para aqueles que estão em movimento, que ousam, que mesmo diante do medo mergulham em águas mais profundas e nadam além “mar”, indo em busca do “eu” mais profundo, temos que ir e adentrar nos nossos mais loucos sonhos...
                     Maria Teresa (((2007)))


Ela tem medo de ser feliz


Imagem minha


Fico aqui a pensar na resistência que certas pessoas tem em ser feliz.
Agora a pouco mesmo pude sentir isso em relação a uma pessoa
que gosto muito, uma amiga.
Percebo que a felicidade está ali diante dela, e ela não quer ver,
ou se vê não a quer, sei lá por que, talvez medo de ser feliz.
Ser feliz é correr riscos, pois não?
Já falei isso a ela algumas vezes.
Mas ela não enxerga o que eu enxergo, peço a Deus que a faça
ver com os olhos do coração que é fácil ser feliz, basta querer e
correr o risco de ser.
Ser feliz é tão bom e cultivar a felicidade não é difícil não, é bem
mais fácil do que se imagina.
Eu particularmente não tenho medo de ser feliz e de fazer feliz
quem por mim passar, tenho gana pela felicidade que até adotei 'Fheliz'
em meu nome e logo, logo irei registrar essa adoção, por que é o que
sou 'Fheliz'.
Sou 'Fheliz' por mim mesma, por Deus ter me escolhido por filha, por
ter tido os pais (Luiz e Bernardina) maravilhosos que tive que me ensi-
naram a não ter medo de ser 'Fheliz',sou 'Fheliz' por ter tido um avô,
(João) que foi primordial em minha educação,ele me ensinou tanta coi-
sa linda, que saudades!
Sou 'Fheliz' por que tenho um homem maravilhoso,meu doce José Carlos,
meu companheiro, meu marido, meu anjo guardador, meu tudo em minha
vida, que me ensinou a ser 'Fheliz' de um outro jeito, numa vida a dois.
Sou 'Fheliz',graças a Deus e todas as pessoas que eu amo muito.
E desejo que essaa amiga que só tem 24 anos acorde e seja feliz,
que não deixe o tempo passar, por que as vezes o tempo é cruel e que
não tenha medo de ser feliz.
Deus abençoe a felicidade de cada um de nós! Amém!  
                           Maria Teresa



terça-feira, 20 de setembro de 2016



Nada melhor para mim que saudar a linda Primavera, que chega hoje as 19:34 horas, com um conto do meu amado e saudoso pai, Luiz José de Brum, escrito na década de sessenta.
Feliz Primavera para todos nós.
Que ela nos traga flores para dentro do nosso coração, para que possamos perfumar as pessoas por onde passarmos, com nosso amor.
Que Deus nos cubra com sua benção.
O Cantar da Primavera! Luiz José de Brum.
A Primavera chegara com suas flores com o céu muito azulado com temperatura amena e naquele dia Regis madrugara e começava a se preparar para uma viagem ao campo.
Numa grande mala colocou telas, pincéis, tintas e outros apetrechos para pintura, colocando também um caderno em branco, canetas e tintas, fecharam-na e colocou-a ao lado de uma barraca para acampar.
E como só houvesse caminhos estreitos para o lugar que ia ele colocou tudo aquilo no lombo de um burro e encilhou um cavalo, para aquela viagem.
Já tinha feito o seu desjejum e já ia saindo quando alguém aparece e grita: “Não vai levar os enlatados e os frangos que assei? Vai viver como índio?
Aquela criatura, dona Maria, lhe falava meneado a cabeça como se quisesse dizer: “este menino vive no mundo da lua”!
A pessoa que lhe falava era dona Maria a velha governanta que o criara, ele voltou acariciou-lhe o rosto e sorriu dizendo: “já sei o que quer me dizer, precisa casar-te, vives no mundo da lua e assim não vais criar raízes”!
Ele replicou sorrindo e pegando a matalotagem (termo caboclo, no sentido de provisões), colocou também, no lombo do burro, virou-se para a velha governanta disse:
- Você está pensando que vou para o deserto do Saara?
Eu devo encontrar camponeses por perto e eles são muito hospitaleiros e depois as matas são muito ricas em frutas.
-Qual o que e você sempre confiando na sorte, disse a dona Maria sorrindo e com lágrimas nos olhos e com tanta meiguice completou: - eu não confio não, temos que ser previdentes.
Ela o amava como a um filho o vira nascer e com tristeza vira os pais dele partir para a eternidade, um tio que ficou como tutor de Regis e ele não tinha outros parentes, ele voltou e beijou-lhe a testa e depois montou em seu cavalo e partiu.
A região para onde ele ia era afamado pela abundância de animais silvestres de diversas espécies, aves raras numa floresta ainda virgem com suas pradarias com variedades incríveis de flores.
Ele era um poeta, pintor e músico, mas era muito mais poeta do que qualquer coisa, já havia publicado vários livros.
De outro local um homem munido de máquinas fotográficas e materiais de ampliar fotografias, este homem também levava sacos de apanhar borboletas, garrafas, vidros, quadros e outros apetrechos para estudar a natureza, era um naturalista estudioso da natureza.
E ainda de outro lugar da cidade outro homem partia para o mesmo lugar munido de sacolas, espingarda, faca, cartuchos era um caçador.
Todos os três seguiam para o mesmo local.
Ao chegarem cada um se alojou em locais diferentes, um não sabia da presença do outro, cada um estava ali por um motivo diferente, era três homens de personalidade diferente e com certeza não se entenderiam por coincidência os três chegaram ao anoitecer.
Armaram suas barracas, como disse cada um num local diferente, nenhum deles podia imaginar da presença um do outro.
O dia surgiu lindo e na mata na qual só se ouvia o pio triste da coruja, durante a noite agora o canto dos pássaros reinava naquele lugar, das árvores gotejava gotas de orvalho que se irisavam ao sol e lá do fundo das matas e campinas vinham os balsâmicos aromas das folhas, e o suave perfume das flores silvestres.
Vinha também um canto repassado de encantamento, tão doce, tão suave que Regis saiu de sua barraca e ficou como estátua a contemplar aquela cena enternecedora que lhe causava um que de alegria e melancolia, um êxtase, um que de saudade.
Depois deste êxtase Regis começou a pintar um quadro aproveitando aquela paisagem que descortinava diante dos seus olhos.
E o tempo passava sem que Regis percebesse então ele ouve uma vozinha mais linda que a do sabiá cantar:
“Canta, canta ó mavioso sabiá!
Prá doce primavera chegar!
Canta prá saudade espantar!
Canta, canta ó mavioso sabiá!
Prá brisa como um beijo matinal!
Com encantamento divinal!
Pois sem ti tudo é tristeza tudo é tristeza!
Árvores desfolhadas sem beleza!
Chamo teu canto cheio de clareza!
Prá primavera vir com certeza!
Pois é o cantor que sempre gera
No coração a fortaleza!
Sem a pressa e que não desespera
Canta tu ó cantor da primavera”!
Era um menino que vinha chegando descuidado que ao dar com Regis tenta voltar correndo.
- Não corram você pode se machucar volte!
O menino parou lá ao longe e ficou observando e percebendo que Regis não queria fazer nenhum mal voltou, a curiosidade era mais forte que o medo.
Regis contempla com ternura aquela figurinha loura de olhos azuis.
- Onde moras?
-Moro lá embaixo perto do Ribeirão!
- Não tem medo destas florestas?
- Não minha mãe e meu avô me ensinaram a ir só até onde não tem perigo.
- E o que o senhor está fazendo aqui?
- É aí que o senhor mora?
É essa a tua casa?
- Vamos devagar, uma pergunta de cada vez, mas antes de responder as suas perguntas não seria bom que nos apresentássemos?
- Eu me chamo Regis e você como se chama?
- Me chamo Isaías.
- Agora que somos amigos vamos sentar e Regis estende um pano sobre a relva perto de sua barraca.
O menino diz:
- O senhor ainda não me disse o que veio fazer aqui.
- Sabe você um menino muito inteligente e perguntador.
- Como posso te dizer? Já sei!
- Você ouve o cantar dos pássaros?
- Ah sim, o senhor veio para ouvir o cantar dos pássaros?
-Sabe as aves em cativeiro não tem o mesmo canto tão belos como os que vivem aqui nas matas.
- O que é cativeiro?
- Cativeiro é lugar onde os homens ou os pássaros ficam sem liberdade, para os pássaros, por exemplo, é a gaiola.
Nesse momento o sabiá começou a cantar e Régis diz:- Tem coisa mais bela que esse canto?
- Tem sim disse o menino, a minha mãe ela é mais bonita e canta mais bonito também.
- O meu avô sempre diz assim: “Marta tu és a coisa mais bonita deste mundo e canta mais lindo que o sabiá”!
- Qual tua idade Isaías?
- Seis anos, minha mãe disse que assim que eu completar sete anos teremos que ir para a cidade para que eu possa freqüentar a escola.
- Por que você só fala em sua mãe e seu pai também não é a coisa mais bela para você?
- Não tenho pai ele morreu quando eu ainda era um bebê assim disse minha mãe.
- Desculpa-me disse Regis, não queria lhe entristecer.
- Não faz mal, já estou acostumado.
- E eu ainda não disse o que vim fazer aqui e como você é muito inteligente acho que vai me entender.
- Sou poeta, compositor...
- Sei sim, a minha mãe sempre canta e recita poesias e me diz os nomes das pessoas que fizeram aquelas músicas e poesias, como Regis e Castro Alves, ela diz que está me preparando para a vida.
- Mas por que o senhor mora numa barraca e não numa casa igual a nossa?
- Não mor aqui eu vim buscar inspiração para escrever meus poemas, as minhas músicas e pintar meus quadros.
- O que é inspiração?
Isaías não deixava passar nada.
- Inspiração é alguma coisa que a gente sente e faz com que nos dê vontade de cantar, de escrever ou de pintar coisas bonitas.
- Está ouvindo o sabiá cantando?
- Isto me faz pensar em poesias e pinturas, isto é inspiração.
- Está contente com a explicação?
- Mais ou menos, respondeu Isaías.
- Agora sou que vou perguntar.
- Quem lhe ensinou aqueles versos que você vinha cantando quando se encontrou comigo?
- Foi minha mãe, ela mesma o fez para mim.
- Está vendo neste canto foi o sabiá a inspiração.
- Ela sente como se houvesse necessidade do sabiá cantar para que a primavera surja cheia de beleza para espantar a tristeza e vir a alegria.
- E agora, ouve lá embaixo o barulho do ribeirão?
- Para alguns aquilo é um simples barulho e para outros é como vozes de crianças murmurando, correndo e brincando.
- Puxa o senhor é igualzinho a mim eu também penso que são crianças falando e durmo ao som do regato.
- Eu gosto do som da goteira da chuva caindo em cima do zinco do nosso rancho lá atrás de casa.
- Agora fiquei gostando mais ainda do cantor da primavera, não esquecerei jamais, disse Regis.
- - O senhor fala tão bonito eu gostaria que fosse conhecer a minha mãe e meu avô.
- Não acha que está ficando tarde demais para você ficar aqui?
- Sua mãe deve estar preocupada.
- É mesmo, puxa tenho que ir, mas quero que o senhor venha também.
- Irei amanhã, disse Regis.
- Mas o senhor não vai me deixar ver aí dentro?
- Ora quase não tem nada para ver mas vamos entrar.
- O que é isso?
- É uma tela, vou pintar nela algum cenário da natureza e vou colocar lá alguma coisa que me venha na memória também.
- O que é cenário da natureza?
- Você não está vendo o céu, as árvores, a flor, aqui um campo aberto, ali as matas fechadas, mais lá embaixo o rio?
- Tudo isto forma o cenário da natureza, qualquer dia deste vou mostrar-te um quadro que devo pintar enquanto estou aqui, tudo isso é muito bonito, mas precisa ser visto com amor.
Isaías saiu correndo dizendo que ia voltar no dia seguinte, mas quando estava viu lá embaixo na encosta da montanha outra barraca, nesta idade se tem muita curiosidade e nenhuma prudência e ao invés de ir para casa dirigiu-se para lá.
Encontrou lá o Dr. Fritz a examinar qualquer coisa com uma enorme lente.
Dr. Fritz estava tão concentrado no exame que realizava que não o viu chegar.
Enquanto isso Isaías olhava aquelas caixas com vidros cheios de insetos e outras com folhas comprimidas em lâminas de vidro.
Nisso Dr. Fritz se vira e o vê, que o olhava atentamente e quando ele se volta para o Dr. Fritz este diz como que maravilhado: Que belo espécime da natureza!
- Puxa todo mundo fala da natureza!
- O que é natureza?
- O senhor Regis fala em cenário da natureza o senhor também fala em natureza.
- Como poderei te dizer?
- Está vendo estas árvores, estes campos, estes besouros aqui, este sol que nos ilumina e tudo e tudo mais que não foi feito pelas mãos dos homens formam um conjunto que nós chamamos de natureza.
- Mas o senhor Regis disse que isto tudo é cenário da natureza.
- É ele tem razão, ele é pintor e é poeta.
- Então vamos dizer que tudo isto é obra da natureza e a natureza é alguma coisa que não conhecemos e foi ela que criou tudo isso que chamo de natureza e o senhor Regis de cenário da natureza.
- Mas meu avô disse que foi Deus que fez tudo isso.
- Então vamos dizer como seu avô e como o senhor Regis diz: Deus criou a natureza e a natureza criou tudo isso e também o cenário para as pinturas do senhor Regis.
- O que é isso?
- Isso é uma lente, olha aqui veja este besourinho, veja como ele fica grande!
- Puxa como ele fica cabeludo!
- O senhor veio aqui só para espiar as coisas com essa lente?
- Não, vamos dizer que estou estudando a natureza, para ver como vivem os animais, as plantas e classificá-los em famílias.
-Plantas têm família?
- Sim tem, vou falar das coisas que você conhece: a abobreira, o chuchuzeiro e melancia são da mesma família.
- Ah... disse Isaías admirado e pegou a lente e começou a olhar tudo através dela e Dr. Fritz o ajudou colocar na distância correta para melhor observar.
E depois não muito satisfeito por causa de sua grande curiosidade se despediu e saiu correndo para casa.
No entanto não era dessa vez ainda que ia direto para casa, ele avista outra barraca e vai para lá correndo, era a barraca do caçador, ele se preparava para ir caçar.
Isaías um tanto medroso e cauteloso a sua maneira fica observando.
- Oi! Diz o caçador.
- Oi! Responde o menino.
- O senhor veio também para ouvir o canto do sabiá como o senhor Regis ou veio para estudar a natureza como o Dr. Fritz?
- Eu vim me distrair, vim caçar.
- O meu avô disse que a gente só mata os animais quando a gente precisa se alimentar, ele disse que é crueldade caçar só para se divertir.
- Vai me dizer que você não tem uma atiradeira ou estilingue, como vocês dizem por aqui?
- Não tenho respondeu Isaías, respondeu zangado.
- Não vamos brigar, eu gosto de crianças e gostei de você, como se chama?
- Me chamo Isaías!
- Eu me chamo Demétrio!
Na casa de Isaías o avô e a mãe estavam preocupados, pois Isaías nunca se demorara tanto e saíram para procurá-lo e como sabiam das preferências do menino se dirigiram para o lado onde era mais abundante de sabiás e ali tinha algumas árvores frutíferas.
Encontraram o senhor Regis que informado do acontecido também saiu a procura do menino e encontraram o Dr. Fritz que disse que o garoto tinha estado ali conversando com ele,mas que já havia saído há algum tempo.
Combinaram que cada um seguisse uma direção, pois o menino podia ter se perdido na floresta e quem o achasse deveria dar um assobio bem alto.
Senhor Regis encontra o menino, ele ainda estava na barraca do caçador e disse: - Isaías tua mãe e teu avô estão preocupados com você, pensando que você estava perdido na floresta e deu um assobio bem alto e virando-se viu o caçador e disse, desculpa-me, mas estou um tanto afobado, até logo e partiu com o menino.
- Agora me leve até sua casa e o caçador os seguiu um tanto de longe.
- O senhor viu como minha mãe é bonita?
- Como poderia observar a beleza da tua mãe, com o susto que levei de saber que havia desaparecido.
- Então a olhe quando encontrar e mais lá embaixo todos se encontraram e depois de abraçá-lo sua mãe o advertiu para que não fizesse nunca mais isso que acabar de fazer.
E todos são convidados a irem a casa deles, irem à casa de Marta, este era o nome da mãe de Isaías e foram todos juntos e Isaías disse ao Regis: - viu como minha mãe é linda!
- É sim sua mãe é muito bonita, mas não fale assim que sua mãe pode não gostar.
- Meu avô sempre diz que ela precisa arrumar um pai para mim, ele diz que já está cansado para poder ajudar.
- O que está resmungando aí Isaías?
- É melhor vir aqui para perto de mim!
Chegando a casa os três foram convidados a entrar e passaram o resto do dia ali, faz tempo que não temos visitas e este acontecimento merece uma comemoração, disse Mateus, o avô de Isaías.
- Aqui estamos senhores, quatro homens, cada um com seu ideal e qual seria o melhor ideal?
- Um poeta e pintor, o senhor Regis; um cientista o Dr. Fritz e o senhor Demétrio que caça por esporte.
- O poeta e pintor é o cantor da natureza que às vezes vive no mundo da fantasia que se distraíram pelos caminhos da vida e iam aspirando o perfume das flores e colhendo uma aqui e outra acolá, como Chapeuzinho Vermelho fazia e foi apanhada pelo lobo malvado a indigência.
Os cientistas procuraram tanto a causa das coisas que se perderam no emaranhado da confusão, tal como ignorantes da ciência se perderam nos emaranhados dos mistérios.
O primeiro tornou-se ateu o segundo um fanático. O caçador traz em si o homem da caverna, mas graças a este instinto, a raça sobreviveu, dirá o senhor Fritz.
Mas todos têm um coração que pulsa que ama.
Não sei se o senhor Fritz pode ser um cientista da estirpe do pai do meu neto, ele estudava a natureza muito mais buscando as leis que a regem para colocá-la a serviço da humanidade do que buscar uma cadeia de transformação dos seres que sempre levam muitos talvez.
Ele acreditava como o senhor, que Deus criou tudo em substancia e assim o que tinha de chegar a ser cão já tinha substancia de cão e o que tinha substancia de baleia ia com certeza ser uma baleia e aquele que chegaria a ser homem tinha substancia de homem e não um macaco que se transformou em homem.
Os ditos espécimes que teria dado origem a outrem pode ser muito bem as espécimes que desapareceram e não eram elo que liga a coisa nenhuma, mas como ia dizendo todos nós temos um coração que pode amar e pode odiar, a prova é que todos estavam preocupados com Isaías.
E estou certo que o senhor Demétrio não titubearia em usar de todos os meios para defender este menino, portanto fico grato a todos e acredito que o certo é o equilíbrio, embora o homem estude a natureza ele mesmo é capaz de produzir toda e qualquer espécie de transtorno a ela.
E eu quem sou perguntarão vocês.
Um místico metido aqui neste deserto, se não somos ateus, com certeza já temos um pouco de místico, sou um professora aposentado, vim para cá para ajudar meu genro na confecção de um livro sobre a natureza, mas um acidente o vitimou e sua obra ficou parada, estamos aqui esperando vender este sítio e voltar para a cidade, embora gostasse mesmo era de ficar aqui, mas temos de pensar em Isaías.
Senhores, vocês não vieram para escutar uma arenga, mas para comemorarmos um acontecimento, vamos ao brinde, mas devo dizer que este não é nenhum licor e nem um champanhe, mas sim uma limonada, o que poderia ser melhor não é?
É o néctar dos deuses quero que o meu neto aprenda a ser um homem sóbrio.
Depois da ceia a noite cada um voltou para sua barraca.
O Dr. Fritz ficou interessado no livro inacabado assim como numa coleção de borboletas e besouros, no decorrer da conversa o Dr. Fritz havia falado no perigo do desequilíbrio da natureza com a extinção de certos animais e pela devastação das matas, o senhor Demétrio diante disso disse que ia embora e se sentia um réu sendo julgado por um tribunal, a sua consciência estava adormecida ou mal informado, aqui se orientara melhor.
Assim no dia seguinte saiu daquele cenário.
Marta era realmente muito bonita e Dr. Fritz e Regis queriam casar-se com ela, mas ela rejeitou os dois e Isaías que era muito esperto percebeu tudo.
Dr. Fritz depois de muitos meses treinou seus estudos e já dizia que ia partir, mas antes queria ver a obra inacabada do pai de Isaías e lá encontrou muita coisa que ele procurava e propôs publicar o livro depois de completá-lo.
Assim o professor redigiu um contrato que ambos assinaram, aquilo era um patrimônio para o neto e Marta.
Agora chegara a vez de Regis partir e Isaías fica muito triste; poetas e crianças parece que falam a mesma linguagem, vivem no mundo da fantasia, no mundo do “faz de conta”.
E como o amor é inventivo o menino inventou mil estratégias para forçar Regis ficar, um dia pediu para pitar se retrato, mas não parava quieto para a pintura nunca terminar, depois de esgotado tudo que ele podia imaginar, fingiu-se doente com dor de barriga e não queria comer.
A princípio todos se assustaram, inclusive Regis, mas depois todos notaram que era mais um truque de Isaías.
Marta adivinhou que o problema era que ele não queria que o Regis fosse embora, ele também havia notado as artimanhas do menino para que ele ficasse.
Marta pediu licença a todos e foi conversar a sós com seu filho e lhe disse que era uma pena ele estar doente, pois havia prometido a Regis que logo iriam visitá-lo.
Isaías acaba por pedir desculpas por ter mentido, dizendo que só queria que o senhor Regis ficasse como meu pai.
Meu filho, você é um bom menino e o beijou.
O menino disse a Marta, eu vi o senhor Regis pedir para a senhora casar com ele.
Marta falou, então é isso, você o quer como pai?
Então vou dar o meu sim ao senhor Regis, eu também o amo e creio que ele vai ser um bom pai para você.
De um pulo sem dar tempo de detê-lo, Isaías saiu correndo até a barraca de Regis e ele percebeu que Isaías não tinha nada de errado e ficou contente ao vê-lo.
Senhor Regis a minha mãe vai dizer sim, não era isso que o senhor desejava também?
Sim é isso, sua mãe gosta de mim também e sei que vamos ser todos muito felizes, Regis o abraçou e o beijou;
Depois...
Ora! Depois, vocês já sabem o que acontece quando tudo dá certo não é?
                                               Luiz José de Brum.

domingo, 11 de setembro de 2016

Meditando o Evangelho de hoje: O Filho Pródigo

Meditei assim o Evangelho de hoje: O Filho Pródigo

Imagem da Web

A parábola da Misericórdia é o centro do Evangelho de Lucas.
Para mim todo o Evangelho está contido na Parábola do Filho Pródigo, segundo Lucas.
Para mim esta Parábola é a mais bonita de todas que Jesus nos contou.
Quando leio ou medito a Parábola do Filho Pródigo, me sinto sempre voltando ao colo do Pai, sempre me redimindo de alguma culpa.
Nunca me acho o suficiente pura, no colo do Pai, sempre quero mais, sempre me vejo voltando, esta é a verdade, me sinto sempre mudando meu modo de viver, de agir, me sinto convertendo a cada meditação, sempre tenho alguma coisa para ser convertida, me sinto sempre mudando a direção da minha vida em direção ao colo do Pai Misericordioso.
Graças a Deus que isso acontece.
Muitas vezes nós fazemos como o filho mais jovem, pegamos nossas coisas e nossa viola e vamos embora do Pai e gastamos tudo de bom e bonito que construímos ao longo da vida e vamos embora até de nós e ficamos nus do sentimento de Deus.
Quando fazemos isso, quando partimos da casa do Pai, Deus fica com o coração contrito, dolorido.
Por outras vezes somos como o filho mais velho, pensamos que estamos perto do Pai, por que vamos a Missa, rezamos, damos esmolas, mas de verdade estamos aquém do Pai.
Somos como o filho mais velho, com ressentimentos, reclamando de tudo e julgando tudo a nossa volta.
O Pai aqui também fica com o coração entristecido, por que o filho mais velho pensa que está de verdade ao lado Dele, mas não está.
Voltando ao filho mais jovem, mas nos colocando no contexto da parábola.
Chega um dado momento que nos vemos no fundo do poço, gastamos tudo, estamos com fome de amor, nos sentimos sozinhos, nos sentimos nus, rasgados nas vestes e na alma.
E vem o arrependimento e pensamos no Pai com ternura e percebemos que quando estávamos lá na casa Dele, tínhamos tudo, nada nos faltava.
E vem a coragem de voltar, de pedir perdão e nos achegamos de novo ao colo do Pai e de cabeça baixa, pedimos perdão e o Pai que é todo Misericórdia nos acolhe num abraço perdoando nossos pecados e se faz morada em nosso coração, através desse abraço. 
Deixar a casa do Pai é negar que pertencemos a Deus, não é a casa física que abandonamos, mas a casa espiritual que é Deus, o Pai amado.
A casa do Pai é o centro do nosso ser, é o nosso coração, é a nossa alma.
Vamos fazer como o Filho Pródigo, retornar sempre, toda hora para o colo do Pai.
Mas tem um porém, o filho mais novo voltou, mas o filho mais velho, todo revoltado, o Pai o chama para comemorar a volta do irmão, mas ele diz que esta festa é sem propósito.
Uma coisa que ia esquecendo de dizer, este filho mais velho é cada um de nós que está longe do Pai embora perto, mas longe, por que na maioria das vezes não fazemos a vontade do Pai e sim a nossa miserável vontade e nos afastamos do Pai, embora morando na mesma casa.
Jesus termina a estória falando assim: Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado”.
Fica uma pergunta para nós.
Iremos entrar na casa do Pai e celebrarmos juntos ou continuaremos ressentidos, reclamando e julgando?
Qual será de verdade nossa decisão?
Foi por isso que Jesus terminou a estória, a linda parábola do jeito que terminou, para que pensássemos e tomássemos a melhor decisão.

              Maria Teresa

Mimo de Gracita

Delicadeza de Roberta Maia

Como é bom viver...

Hum, como é bom viver a vida com responsabilidade e alegria!
Mas vida é curta para ser vivida com intolerância, com mau humor e estupidez como tenho visto por ai.
A vida é para ser vivida como se fosse um desabrochar de uma rosa, lentamente. Como o despertar do girassol, que se espreguiça todo até ficar olhando o sol, para melhor aproveitar a sua vida.
Viver a vida como se ela fosse uma sinfonia de pássaros matinais e se prestar atenção ouvirá uma sinfonia diferente a cada amanhecer, é só não ter pressa e ouvir, porque os pássaros estão lá a cada amanhecer.
Viver a vida sem pressa alguma porque a pressa não deixará experimentar o doce sabor que ela oferece a cada dia e olha, ela oferece sabores diferentes e crescedores de se viver.
Viver a vida como se não houvesse noites e só dias e dias de sol.
Então faça da noite do viver o mais lindo dia de sol!!

Arte: Émilie Munier
Autoria: Maria Teresa

Palavras da autora: “...nasci rodeada por livros, boa música, pinturas de quadros (papai tinha um atelier em casa), bordados (mamãe bordava lindamente) e muita religiosidade, caçula de três irmãos homens, temporã de pais na meia idade, fui educada com muito amor e mimo......adoro poesia e deixo o coração ditar e minhas mãos copiarem sobre o papel e ou teclado...amo ler e escrever, gosto muito de brincar com as letras...”

Maria Teresa tem dois Blogs:
Blogs lindos, cheio de declarações de amor( a seu marido) e muita paz!!!
Conheçam!!!

- Minha querida Maria Teresa, sua base familiar refletiu na linda mulher que é, apesar de conhecer apenas virtualmente, sinto sua energia BOA daqui!
Aqui é seu selinho destaque querida, fique à vontade para leva-lo:


Beijinhos Iluminados e Agradecidos!!

11 Comentários:

  1. Ahhhhhh como é bom VIVER!

    Aproveitar cada momento de sorriso nos lábios!

    Ahhhh como é bom VIVER

    Post inspirador Roberta!
    Amei

    :)

    Responder
    Respostas
    1. An@, sorriso nos lábios, adorooooo...!!!
      Beijinhos Iluminados!!!

      Muita Luz!!

  2. Bom dia Roberta, Parabéns a Maria Tereza pela doçura e sensibilidade, viver a vida sem pressa hoje em dia é um desafio que todos nós deveriamos querer vencer! Ótimo dia! Bjoooooss

    Responder
    Respostas
    1. Kellen,os blogs de Maria Teresa são cantinhos onde ela mostra sua paixão pelo marido e a vida!!!

      Lindo Dia!!!

  3. Conheço os blogs da Maria Tereza e são lindos sempre!!beijos às duas! chica

    Responder
    Respostas
    1. Chica, são lindo nê?!AMO DE PAIXÃO!!!
      São muito transparentes...claros!!!

      Beijinhos Iluminados!!!

  4. Querida Roberta, nem sei como fazermos para agradecer, ficamos deveras muito emocionados.
    Ficou linda sua postagem, trouxemos conosco o lindo selo que nos presenteou.
    Agradecemos do fundo do coração e seja sempre muito feliz e abençoada, que sua vida seja repleta de luz e muito amor sempre...beijos nossos no coração

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    Respostas
    1. Maria Teresa, obrigada você por ter dado a permissão para que uma de suas obras estivesse aqui no Blog Luz!!!
      Fico imensamente feliz que tenham gostado!

      Beijinhos de Luz no coração do casal!!!
      Bençãos Plenas!!

  5. É isso mesmo, como é bom viver e aproveitar de todas essas coisas maravilhosas que a vida tem para nos oferecer. Ás vezes nem damos conta que estão mesmo pertinho de nós :)
    Linda mensagem, os meus Parabéns à autora!
    Beijiinhos

    Responder
  6. Olá! Tudo diferente e belo por aqui! Adorei as imagens de muita paz...e harmonia e o texto da Maria Tereza perfeito...vou conhecer...
    Parabéns Roberta!
    Bjs e que seu dia seja ótimo, com paz e bons pensamentos!
    CamomilaRosa

    Responder
  7. Olá Roberta,

    Conheço a Maria Tereza. É uma amizade recente, mas já pude constatar a beleza e sensibilidade de sua alma. Seus blogs são excelentes.

    O texto é lindo. Um convite à arte de bem viver.

    A ilustração ficou encantadora com a arte de Émilie Munier. Parabéns pelo bom gosto!

    Beijos.

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