Divagando...

Divagando...
Bosque da Princesa em Pindamonhangaba - Foto de Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Jesus multiplica mais uma vez seu amor aos pobres, aos famintos Jo, 6,1-15

João 6,1-15

“Vós nos resgatastes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um reino e sacerdotes para o nosso Deus, aleluia”! (Ap 5,9-10)


Jesus percorre um caminho longo ao lado do povo e sabe da dor desse povo, de fome, cansaço e descaso das autoridades.
Um povo sofrido com sede de amor, compreensão, justiça.
Jesus fica compadecido desse povo que estava ali para ouvi-lo e matar a fome da esperança, da verdade, da justiça.
Estavam longe de qualquer lugar que pudesse comprar pão, mas no meio daquela multidão tinha um garoto que possuía cinco pães e dois peixes e através da benção de Jesus, repartiu com aquela multidão e ainda sobrou vários cestos cheios.

Esse ato de Jesus é a preparação que Ele me dá para a Santa Eucaristia.
Jesus me pergunta através deste Evangelho, se sou caridosa, se sou capaz de repartir o que tenho com quem nada tem.
Me pede para que minha Fé seja incondicional, que eu creia sem precisar ver.
Me pede que eu creia, sem precisar que haja milagres em minha frente, que eu creia sem ter que ver sinais.
Tenho que estar com o coração aberto para entender e perceber o que Jesus me fala todos os dias, através de uma ideia, um sonho, um poema, um talento, um olhar...
Tenho sempre que estar com o coração aberto para Jesus.
Jesus é um multiplicador de Amor e Paz!

Senhor Jesus me faça ser multiplicadora do seu amor,amém!

    Paz e bem, Maria Teresa.



sábado, 22 de abril de 2017

Aniversário do Brasil – 22 de Abril

                                                                     
                                                                  Imagem da Web
Hoje é aniversário do nosso Brasil.
Do Brasil antes tão varonil, hoje maltratado,
pelos corruptos e corruptores, pelos mau governo.
Um Brasil sem liderança.
De um governo corrupto.
De um povo que joga lixo nas ruas,
que desmata nossas matas.
Que polui nossa água,
que violenta nossas crianças.
Que mente e depois diz:
é só uma mentirinha do bem.
Que fura fila.
Que não respeita o próximo.
Que polui nosso ar...........................................

Que dó do meu Brasil, do meu povo,
outrora tão varonil.
Força Brasil, não morra, não desista de nós!
Eu nunca desistirei de você.
Maria Teresa.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os Sexalescentes do Século XXI

Li este texto na Web e achei muito interessante e compartilho com vocês.
Espero que gostem.
Um abraço, Maria Teresa.



"Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentes é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho.
Procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5º andar...

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo: não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, maneja o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil, e, quando não estão, procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra...

Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo.
Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são.
Hoje estão com boa saúde física e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.

Celebram o sol a cada manhã e sorriem para si próprios. Talvez por alguma razão secreta, que só sabem e saberão os que
chegarem aos 60/70 no século XXI"

Artigo de Miriam Goldenberg

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dia do Índio


Minha bisavó por parte de pai, era índia, se chamava Sagardina. Vovô contava que seu pai quando chegou do sul da Bavária, eles eram holandeses, fugindo da perseguição contra os judeus e chegou em Piraí se encantou por uma índia e o Pajé entregou sua filha ao meu bisavô e eles se casaram na tribo e mais tarde na Igreja em Piraí. (Maria Teresa).
(Imagem da Web)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Dia do Amigo - 18 de Abril

O que é ser amigo?
Pois é! O que é ser amigo?
Boa pergunta!
Para mim, ser amigo é:
Não seqüestrar sentimentos, mas deixá-los fluir.
Não violentar bem querer, mas ser o melhor do bem querer.
Ser amigo é estar presente mesmo que de longe.
Ser amigo é sentir no coração, quando aquele amigo que distante está dos olhos precisa de uma palavra,de um olhar,
de um abraço,mesmo que seja através de um e-mail, de um alô.
Ser amigo é entender e respeitar o silêncio do outro e ficar ali quetinho.
Santo Agostinho dizia que “não somos iguais, mas nas diferenças nos respeitamos”.
isso é ser amigo de verdade.
Ser amigo é respeitar a transfiguração e a desfiguração do outro e amá-lo mesmo assim.
Ser amigo é nunca querer ser melhor que o outro e sim fazer sempre o melhor por ele.
Ser amigo é ver o outro com os olhos do coração e não com os olhos da face.
Maria Teresa.

domingo, 16 de abril de 2017

Feliz e Santa Páscoa a todos!


Imagem da Web.

Que possamos ao redor de uma mesa, juntos com a família,
festejarmos a Santa Páscoa do Senhor.
Participar da Santa Missa e comemorar a verdadeira Páscoa com a Sagrada Eucaristia.
Que possamos entender de verdade o que significa ‘Páscoa’ e vivê-la intensamente todos os dias de nossa vida.
Um grande abraço e Santa Páscoa a todos,
                Maria Teresa e José Carlos

*O Aurélio diz: PÁSCOA:
[Do hebr. pesach pelo gr. Páscha, pelo lat. cláss. Pascha.]
S. f.
 1.  Na época pré-mosaica, festa da primavera de pastores nômades.
 2.  Festa anual dos hebreus, transformada em memorial de sua saída
do Egito.
 3.  Festa anual dos cristãos, que comemora a ressurreição
de Cristo e é celebrada no primeiro domingo depois da lua
cheia do equinócio de março. [ V. ano litúrgico. ]
 4.  Bras.  Rel.  O cumprimento do preceito pascal, sobretudo
quando feito coletivamente.*

Evangelho e homilia e imagem retirados da Web

 Evangelho de São João 20, 1-9

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.
2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

         Homilia de Padre Bantu Mendonça

Aleluia! Cristo ressuscitou verdadeiramente! Venceu a morte e despojou o império das trevas, sendo vitorioso e dando-nos também a vitória. Ele venceu e também somos vencedores com Ele. Meu irmão e minha irmã, Jesus despojou o império das trevas. Somos vitoriosos, porque Deus nos deu a vitória em Jesus, Seu Filho. Não pelos nossos méritos, mas sim pela Sua graça.

Cante bem alto: “Glória a Deus nas alturas!”, o aleluia de festa, pois chegou para nós o dia sem ocaso. O sol brilha para nós apontando-nos o caminho da eternidade. Aliás, Deus sempre nos conduz em triunfo para que espalhemos o perfume do conhecimento do Senhor por todo lugar que andarmos.
Por Cristo e em Cristo somos mais que vencedores, porque por Ele passamos do fracasso, da derrota para a fortaleza, a vitória e o triunfo. Da morte para a vida. Tudo isso Deus o fez por amor!
Pode o Senhor ficar em uma cruz? Sim, Ele morreu lá por amor a você. Pode Deus permanecer em um túmulo? Não, Ele ressuscitou para que você fosse vitorioso.
Caríssimos, se somos vitoriosos, por que guardamos para nós os maus momentos? Por que os abraçamos? Por que os mantemos conosco? Os maus momentos, os maus hábitos, o modo egoísta, as mentiras, os fanatismos, os deslizes, as falhas… Por que mantemos tudo isto conosco? Precisamos deixar todo este lixo aos pés da cruz! Podemos fazer isso, porque Deus quer! Ele quer que façamos isto, porque sabe que não podemos viver como Ele. Só Ele é Santo. É a cruz e o túmulo vazio que nos santifica. Devemos deixar os maus momentos na cruz e caminhar com Ele em vitória, pois Jesus não ficou no túmulo. A pedra foi removida. Deus faz mais que perdoar os pecados, Ele os remove.
A Ressurreição é o motivo principal da pregação do Evangelho. O evento que encheu o coração dos discípulos de esperança e os tornou mensageiros do Evangelho da graça foi a visão do sepulcro vazio. A aurora do primeiro dia suscitou um novo ânimo aos decepcionados. Ora, se Cristo ressuscitou de fato, então há perspectiva para uma humanidade transtornada pelo pecado.
Jesus Cristo ressuscitado é o Senhor e Salvador dos pecadores desenganados. A Ressurreição de Cristo Jesus é a prova evidente que a morte foi vencida e o pecado perdeu sua força de condenação. A história da Crucificação não termina com um funeral, mas com um festival de Aleluia. O anjo anunciava às mulheres com júbilo: “Ele não está aqui; ressuscitou como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia” (Mateus 28,6).
A pregação verdadeira do Evangelho começa com a visão convincente da morte e ressurreição de Cristo. As testemunhas são as únicas pessoas que podem, falar de fato, daquilo que presenciaram. Pedro e João, quando estavam sendo ameaçados pelas autoridades judaicas, para que não pregassem a Jesus ressuscitado, disseram: “Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (Atos 4,20).
Se a morte de Jesus trouxe desesperança para os Seus discípulos, Sua ressurreição originou uma torrente de esperança capaz de enxergar por entre nuvens espessas. Já que Cristo ressuscitou, não há mais barreira que impeça a efetivação de Suas promessas.
Só o milagre do túmulo vazio poderia encher o coração dos discípulos da certeza da salvação. A regeneração do homem pecador é um produto da Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1,3).
A visão espiritual do túmulo vazio, produzida pela fé, por meio da Palavra de Deus,  garante-nos uma certeza inconfundível de que a nossa salvação é dom gracioso, que nos motiva ao testemunho. Como insistia Thomas Brooks: “uma alma dominada pela certeza não está disposta a ir para o céu sem companhia”.
A falta de convicção inabalável da obra salvadora por meio de Cristo Jesus é o principal agente da apatia na pregação. Sem a firmeza do Evangelho não há como pregar-se, com confiança, a sua mensagem. Muitos apregoam um sistema religioso com a presunção de estar pregando o Evangelho. Mas somente a segurança da Ressurreição de Cristo, bem como da nossa ressurreição com Cristo, pode assegurar uma pregação legítima do Evangelho autêntico.
As mulheres que foram ver o sepulcro onde Jesus havia sido sepultado saíram de lá ao romper da manhã, ainda que atônitas, com duas certezas: primeiro, não havia cadáver na tumba. A fé cristã começa no primeiro dia da semana, nas primeiras horas do dia, com uma certeza da vitória. A morte foi vencida e o Salvador não é um defunto.
Devemos deixar os nossos maus momentos na cruz e também os momentos ruins dos nossos irmãos que chegam até nós. Devemos amá-los. Se amamos a Deus, amamos os nossos irmãos. Como podemos nos chegar diante de Deus e pedir perdão, se nós não perdoamos os nossos irmãos?
Coisas do passado sempre são trazidas ao presente. Como alguns têm boa memória para os erros alheios e péssima memória para a mudança dos seus irmãos. Pare de se prender aos erros do passado! Olhe para o fruto que pode brotar no coração do seu irmão. Assim como você ressuscitou com Cristo e é nova criatura, também o seu irmão é em Cristo e com Cristo uma nova criatura!
Abandone seus pecados antes que eles contaminem você. Abandone o rancor, antes que ele o incite à raiva e contenda. Entregue a Deus sua ansiedade antes que ela o iniba de caminhar com fé. Dê a Deus os seus momentos ruins. Se você deixar com Ele momentos ruins, só sobrarão bons momentos; então, Cristo terá ressuscitado em você. E se Ele ressuscitou em você, já não é você que vive, mas é Cristo que vive no seu corpo. E se Cristo vive em você, em você tudo é santo, porque está envolvido pela luz d’Aquele que verdadeiramente ressuscitou.
Feliz Páscoa!
Padre Bantu.

sábado, 15 de abril de 2017

Domingo de Páscoa!

                                                                    Imagem da Web

Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Jesus ressuscitou!

“Na verdade o Cristo ressuscitou aleluia! A Ele o poder e a glória pelos séculos eternos”. (Lc 24,34; Ap 1,6).

Hoje é dia de alegria, de festa, vamos celebrar.
Vamos cantar um cântico novo repleto de esperança numa vida melhor, numa vida plena do amor de Deus.

“Romperam-se os laços da morte e a plenitude da vida penetrou todo o universo e cada ser humano. É Páscoa do Senhor, é festa sem fim, pois a portas da eternidade se escancararam e todos podem por ela passar. A fé pascal nos faz chegar e ver o túmulo vazio para proclamar, como Maria Madalena, o Cristo ressuscitado entre nós. No Ressuscitado para sempre está nossa fé. Aleluia! Aleluia”! (Deus Conosco)

Feliz e Santa Páscoa para todos nós!
E viva Jesus em nosso coração para sempre!


“O cristo nossa Páscoa foi imolado, celebremos a festa com pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade, aleluia”! (1Cor 5,7-8)

terça-feira, 11 de abril de 2017

Jesus vence a morte por nós! Sejamos merecedores deste sacrifício.

Uma linda reflexão para pensarmos no amor de Jesus por nós, que morre por morte de cruz para nos libertar do pecado e vence a morte nos premiando com seu amor pleno e absoluto.
Vamos aproveitar este momento e nos prepararmos para a Santa Páscoa e junto com Jesus comemorar a vida. A vida plena no amor de Deus.

domingo, 9 de abril de 2017

Semana Santa – Domingo de Ramos Evangelho de São Mateus 27,11-54

(IMAGEM DA WEB)


Não se esqueçam de que Semana Santa, para nós católicos não é feriado prolongado.
Vamos viver a Semana Santa, com respeito e entrega.
E no domingo, festejar com alegria a vitória de Jesus sobre a morte, na Santa Páscoa do Senhor!

“Seis dias antes da solene Páscoa, quando o Senhor veio a Jerusalém, correram até os pequeninos. Trazendo em suas mãos ramos e palmas, em alta voz cantavam em sua honra: Bendito és tú que vens com tanto amor! Hosana nas alturas”!
A MORTE DE CRUZ
            A morte de cruz correspondeu ao ponto mais baixo e ao ponto mais alto do projeto messiânico de Jesus e de sua relação com os que escolhera para estar com ele. Os discípulos, de qualquer tempo e lugar, ver-se-ão confrontados com ela. Será inútil querer desviar-se dela.
            A morte de cruz reduziu Jesus à condição de maldito de Deus. As próprias Escrituras consideravam maldição a morte por enforcamento e, por extensão, por crucificação. Paulo dirá que Jesus se fez maldição para nos libertar.
            Poderiam os discípulos esperar algo de um Mestre suspenso na cruz? Onde ficava seu projeto de Reino? Como entender tudo quanto fizera e ensinara se era maldito de Deus? Por conseguinte, a cruz despontou como sinônimo de fracasso.
            O reverso da moeda revela uma realidade bem diversa. A cruz foi a prova definitiva da mais absoluta fidelidade de Jesus ao Pai. Tentado das mais variadas maneiras a trilhar um caminho diferente, manteve-se fiel ao projeto divino, mesmo à custa da própria vida. Quando se tratou de optar entre a fidelidade ao Pai, com todas as suas consequências, e as tentações de um messianismo mundano, carregado de glória e de reconhecimento, Jesus não teve dúvidas: optou pela fidelidade. Sua morte estava em perfeita consonância com a sua vida.
            A morte de cruz, lida nesta perspectiva, dá um sentido novo à vida de Jesus. O fracasso receberá o nome de fidelidade, e a impotência chamar-se-á liberdade.
O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE


“Ó Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade”! (Mt 26,42)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Refletindo um tantinho sobre o amor...“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” - O maior dos mandamentos

Imagem da Web
Marcos 12,28b-34


Naquele tempo, um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”.
O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele.Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”.
Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
O maior dos mandamentos

“Senhor, não há entre os deuses nenhum que se vos compare, por que sois grande e fazeis maravilhas:só Vós, Senhor, sois Deus”.
(Sl 85,8-10).

Se eu seguir os ensinamentos de Jesus, vou viver bem com Deus e com meu próximo e consequentemente ser muito mais feliz.
Se eu acolho Jesus em meu coração, estarei acolhendo meus irmãos.
O Amor é o maior dos mandamentos, sem amor não se vive.
Aprendi desde muito pequena, com meus pais, que em primeiro lugar, tenho que amar a Deus, depois a mim mesma e assim serei capaz de amar o meu irmão.
Jesus deixa bem claro aqui em suas palavras que não basta apenas  seguir a lei escrita e cumprir seus deveres religiosos e não seguir os ensinamentos de Jesus, que nos ensina que devemos Amar, simplesmente amar.
O que realmente dá sentido a minha vida é amar, se não amar a Deus e ao próximo como a mim mesma, nada terá sentido, minha vida será vazia, sem valor.
Se não me colocar no lugar do outro, por certo não estarei amando como Jesus me ensina.
É através do amor que acontece a conversão verdadeira em meu coração.
É época de conversão, de arrependimento e vou procurar através do deserto interior me aproximar mais ainda de Deus e do meu próximo.
Quero amar como Jesus me ama.
                Um abraço, Maria Teresa
                                Imagem da Web

Oração 
“Espírito de equilíbrio, que eu encontre, no amor a Deus e ao próximo, o eixo de minha prática religiosa, sem desviar-me para o exagero nem para a lassidão.

Conduze-me sempre pelo caminho do amor, o único que pode me levar até o Pai”.   (Web).


Eu te amo Senhor meu Deus, sobre todas as coisas e procuro infinitamente amar o meu próximo como a mim mesma, mas muitas vezes querido Pai, não é fácil amar aquela pessoa, mas por Ti me entrego ao amor.
Fazei de mim Senhor instrumento do vosso amor e me faça cada vez mais amorosa com meu irmão.(Maria Teresa)


domingo, 2 de abril de 2017

Minhas memórias - Dia do Livro Infantil

Meu primeiro contato com os livros se deu muito cedo, nasci rodeada por livros, boa música, pinturas de arte (papai tinha um ateliê simples aqui em casa), bordados e muita religiosidade; caçula de três irmãos homens, temporã de pais quase na meia idade, fui educada com muito amor e mimo.
Talvez por causa de muito mimo fosse tão levada, subia em árvores, empinava papa-vento, brincava de casinha... Ah, tinha uma casinha em tamanho natural, cabia lá dentro, que saudade.... brincava também de bolinhas de gude,era craque, ganhava sempre dos amiguinhos, mas depois devolvia as bolinhas, afinal éramos amigos, mas como disse era muito levada, acho que ainda sou....
E para cada “arte” que fazia, um livro era colocado diante de mim, com figuras lindas e coloridas, alguns feitos por papai, ele desenhava e eu pintava, formando assim um livro e eu inventava as estórias e depois contava para ele ou para a família toda.
Isto era feito de tal forma que não parecia “castigo” e não era eu adorava aqueles livros, talvez fizesse tanta “arte” pra ter mais daqueles livros diante de mim.
Um dia, me lembro muito bem, parece que a cena passa diante de mim e dá uma saudade imensa, depois de uma daquelas “artes memoráveis”, vou contar, é que subi na jabuticabeira e não conseguia descer, e comecei a gritar por vovô, “socorro vovô”... Depois de me acudir, lá vem o papai com um livro, eu mais que depressa digo a ele: “posso fazer um papai”?
Lembro bem, papai se admirou e disse: “pode sim” tinha dificuldade, claro para desenhar, pois era bem pequena, talvez 4 ou 5 anos, desenhei e pintei meu primeiro livro e não parei mais, pena que não tenho nenhum, depois contei pra todo mundo, não lembro também da estória, mas lembro das palmas, as “artes” foram diminuindo e o amor pelos livros aumentando.
O tempo foi passando e aos poucos fui sendo alfabetizada por papai e mamãe e eu já podia colocar letras nas minhas estórias, pena que não guardaram...
Chegou a hora de ir para a escola e lá fui eu, lembro bem, fui toda prosa e como adorava a escola e naquela época eu não gostava de férias, com o tempo comecei a gostar claro, mas nunca mais abandonei os livros, amo ler.
Meu pai foi de grande sensibilidade e grande sabedoria quando escolheu meu primeiro livro com “letras” que foi “Os três pastores de Fátima”, com certeza foi o melhor livro que já li até hoje, tinha sete anos.
Sou muito agradecida aos meus pais e a vovô, pois graças a eles gosto tanto dos livros e de artes em geral.   Maria Teresa de Brum Benedito

Vamos ler para nossas crianças.

Quinta Semana da Quaresma

 Um Coração para Amar

São João 11,1-45

 “Todo aquele que crê em mim, não morrerá para sempre, diz o Senhor”. (Jo 11,26)



O Evangelho de hoje é uma demonstração do amor pleno que Deus tem por nós.
Deu-nos seu filho Jesus para nos ensinar a amar e a descobrir e exercitar a Fé.
Quando Jesus fala: “Lázaro vem para fora”.
Ele está nos dizendo par que saiamos do sepulcro que vivemos o sepulcro do egoísmo, da falta de caridade, do desamor, da falta de generosidade com nosso próximo.
Está dizendo aos líderes do mundo que saiam de si mesmos e comecem a pensar e agir em benefício do próximo, do povo.
Vamos fazer como Lázaro, vamos ouvir Jesus e fazer como Ele nos pede e além de tudo nos mostra o caminho, por que só Ele é VIDA, é o PÃO DA VIDA, Ele é a LUZ DA VIDA.
                Maria Teresa

“Concedei ó Deus todo poderoso, que sejamos sempre contados entre os membros de Cristo, cujo Corpo e Sangue comungamos. Por Cristo Nosso Senhor”.

                         (IMAGENS DA WEB)

domingo, 26 de março de 2017

Quarta Semana da Quaresma - Evangelho de São João 9,1-41

                              Imagem da Web                             Imagem da Web

“Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações”.

O Evangelho de hoje nos fala da cura do cego de nascença.
E quem de nós não é cego em alguma coisa?
Podemos ser cegos desde o nascimento ou ficar cego durante um período da vida.
Jesus nos dá a chance todos os dias de nos livramos desta cegueira, mas muitas vezes nos acomodamos e a vida vai passando e vamos ficando cada vez mais cegos.
Mas Jesus insiste, Ele quer nos libertar desta cegueira, desta conformidade, desse parar no meio do caminho.
O cego de nascença do Evangelho, querida enxergar, então ele acreditou nas maravilhas que o Senhor pode nos fazer e eu também creio, sei das maravilhas que Ele faz por mim todos os dias, sempre abrindo mais e mais meus olhos, para que eu enxergue o outro e me coloque no lugar dele e abre meu coração para que eu possa amar mais e mais e sempre.
Jesus é a luz do mundo e veio para que possamos enxergar a verdade.
Este domingo é chamado o “Domingo da Alegria”, festa dos Tabernáculos, dia celebrado com muitas luzes e o Evangelho de hoje nos trás um cego que não pode ver a luz.
Não há cegueira que resista à luz de Cristo Jesus.
Vamos nos libertar da cegueira e buscar sempre a verdadeira luz que é Jesus.
Eu quero ter um coração para amar e você?
           
“O Senhor ungiu meus olhos. Fui e lavei-me; comecei a ver e acreditei em Deus”.
Bom dia!   Maria Teresa.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Voltando no tempo!



Eu brincando de escolinha no quintal da minha casa em Taubaté

Perguntaram-me assim: “Se você pudesse voltar no tempo, em que tempo seria”?
Voltaria quando era criança, lá na cozinha de casa ao anoitecer.
Aprendi muito naquela cozinha simples, de cimento vermelho, com fogão a carvão, um guarda-comida, um paneleiro, uma pia toda branca, uma mesa oval, feita por papai com seis cadeiras, éramos seis.
Papai, Luiz José de Brum, tinha uma loja de confecção própria, uma pequena loja, “Casa Trevo”, no Largo do Mercado Municipal e quando a noitinha ele chegava de volta demais um dia de trabalho, se sentava num banquinho e eu em outro.
Pegava seu Bandolim e ia contar como tinha sido o “movimento” da loja naquele dia, uns dia ia bem, noutros não tão bem, mas vivíamos com dignidade, na simplicidade e felizes.
Enquanto ele contava seu dia, dedilhava alguma canção naquele velho e  bom Bandolim, eu ficava de olho nas mãos dele e em seu olhar ternos que sempre tinha.
Eu adorava as estórias de papai, depois que ele contava, perguntava a mamãe como tinha sido o dia dela e mamãe, toda feliz dizia assim: “Ah meu velho, hoje fiz cinco camisas brancas de colarinho, estão prontas e passadas, amanhã é só levar para a loja, cuidei da nossa menina, da nossa casa e dos meninos, que já não são tão meninos assim e seu pai, João Brum, me ajudou brincando com nossa menina.
Tudo mamãe, Bernardina Brum, conhecida como dona Filinha, contava com muita alegria.
Mamãe era uma grande costureira, ajudava o papai nas costuras da loja, ficava toda feliz por isso, eles eram muito felizes e se amavam muito, eram almas gêmeas.
Depois vovô contava também as coisas que tinha feito, meus irmãos também e chegava minha vez de falar, eu toda faceira contava que tinha comido muita goiaba, sentada no galho da goiabeira, rsrsrsr.
E papai perguntava: “Leu algum livrinho de estória”?
Eu corria até a sala e pegava o livro e já começava a contar a estória, eu ainda não sabia ler, eu lia através das figuras e contava para todos.
Bons tempos àqueles que vivos estão em minha memória.
Adoraria voltar naquele tempo e ouvir tocar seu bandolim e contar as velhas estórias e sentir aquele cheiro de novo da janta que mamãe fazia com tanto amor e sentir também o cheiro que cada um de nós tinha naquela época.

Saudades gostosas de sentir.
É nesse tempo que gostaria de voltar, mas volto sempre no tempo e revivo estes momentos em meu coração.
Um abraço cheio de saudades, Maria Teresa de Brum Benedito

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Internacional da Poesia

Hoje é Dia Internacional  da Poesia!
Aprendi a gostar de poesia ainda era muito pequena, meu pai,  gostava muito de escrever e entre tantos escritos também tinha lindas poesias.
E eu adorava ler os poemas do papai e com isso fui aprendendo a colocar no papel o que o coração ditava e assim ia esvaziando o coração e enchendo cadernos de poesia, mas quanto mais escrevia mais meu coração se enchia fe amor e poesia.
E hoje vou homenagear este Dia da Poesia com um poema do meu amado pai, Luiz José de Brum.

               O Trem
Eis que o trem que passa
Num espiral de fumaça
Atrás com seu bojo cheio
De adultos e crianças de permeio
Vai levando em seu seio
Alegria,  esperança e receio
Seu resfolegar, seu rodar
Para muitos é canto de ninar
Para outros aquele rodar, rodar
Motivo de se enlevar e cismar
Para os tristes
Aquilo é um matracar, matracar
É um desesperar  e um torturar
E depois daquele rodar, rodar
Como que triste,  pelo que viu e ouviu
Sombrio ficou a chiar
Como um lamentar,  como um chorar.
         Luiz José de Brum.
(IMAGEM DA WEB)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Reedição: Bem vindo Outono


                                       Foto minha, praia do Felix em Ubatuba

Nada mais lindo para ilustrar a entrada do Outono, 
uma das estações mais belas do ano, que 
Noturno de Chopim, por si só esta belíssima peça, já nos inspira. 
Basta ouvi-la com o coração.
E não é por acaso que a Quaresma tenha sempre seu 
espaço dentro desta estação, é o tempo da conversão, 
da oração, do encontro, da reflexão.
Outono é a mesma coisa no tempo e no espaço da 
natureza e no tempo do espaço do ser da nossa vida, 
que é também um momento reflexivo, de semeadura
e de colheita, inclusive de novos amores deixando
o ser fluir, como flui a natureza.
Outono, estação de fazer nascer a ousadia do amor.
O tom verde das folhas baila aos nossos olhos e o 
tempo como num passe de mágica, passa por elas 
deixando amarelecidas.
As pessoas ficam serenas como
se a maturidade chegasse de repente...
a pele se acalma,
o sorriso aflora,
o olhar tem um novo brilho...
Dá vontade de cantar,
De contar e ouvir velhas histórias,
fazer confidências,
reunir amigos em casa,
ouvir velhos discos, aqueles de “vinil”,
ler aquele livro esquecido 
sobre aquela escrivaninha,
namorar com o par certo e 
com ele dançar um bolero bem de perto...
Dá vontade de entrar em harmonia com Deus,
numa contemplação única, divina.
Outono tempo de semear na natureza
e em nosso coração as sementes da vida,
do sonho, da alegria, da lealdade, 
da ternura, do carinho,
enfim da ousadia de amar e ser amada... 
Feliz Outono!       Maria Teresa 

domingo, 19 de março de 2017

Terceira Semana da Quaresma João 4,5-42


Retiro Popular: Um Coração Para Amar - João 4,5-42



“Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, por que livra os meus pés da armadilha. Olhai para mim, tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz”. (Sl 24,15-16)

Cristo fonte de Vida e Salvação


“O Tempo da Quaresma é fatigante, pois nos convida à transformação, à conversão.
Jesus também fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço de Jacó.
Ali apareceu uma mulher desconhecida, e no diálogo com ela, tocou em sua vida, transformou-a.
Ela passou a anunciar entre os seus o Messias, o enviado do Pai.
Será que nós, como a samaritana, como o deserto, não estamos com a alma ressequida, precisando da Água da vida?
Cristo é a fonte de água pura que mata nossa sede.
A Palavra nos convida a escavar nossa vida e separar o que gera vida e o que gera a morte e nos faz encontrar com o Cristo, fonte eterna de vida, mas a decisão é nossa”. (Deus Conosco).


Quando nos convertemos de verdade, como a samaritana, encontramos o caminho da felicidade.
Pelo nosso caminho encontramos muitos poços de Jacó, com alguém a espera de uma palavra amiga, de um consolo ou apenas de alguém que o escute com os ouvidos do coração, sem julgamentos, mas com acolhida, para que a esperança seja despertada e este alguém possa descobrir uma nova vida.
Tem muita gente por aí, com sede de Água Viva, que possamos mostrar onde tem esta Água Viva, onde Cristo está.
Não vamos permitir que roubem de nós a esperança que provém da fé em Jesus Cristo, nosso Salvador.
Vamos refletir esta semana este santo Evangelho segundo São João e fazer de nós mesmos pessoas melhores, para que possamos acolher o outro e lhe mostrar onde está a Água Viva, a que verdadeiramente mata a nossa sede.
                          Feliz semana, Maria Teresa

“Consola, consolai o meu povo”.(Jo 4,42).

               

(Imagens da Web)



terça-feira, 14 de março de 2017

Dia da Poesia

Imagem da Web
O dia da poesia foi criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), ele nasceu no dia 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como "o poeta dos escravos" ele lutou bravamente contra a escravidão e lutava também para que tivesse um regime republicano.
"Navio Negreiro" é um poema que retrata sua indignação contra o preconceito racial, mas seu primeiro poema que retrata tão bem a escravidão é "A Canção do Africano". 
Castro Alves era tão bonito e inteligente que os homens o respeitavam e as mulheres se apaixonavam por ele.
Ele compôs os mais belos poemas líricos da nossa estória poética.
Um pouco da poesia de Castro Alves uma das minhas prediletas:


AS DUAS FLORES 

"São duas flores unidas
São duas rosas nascidas

Talvez do mesmo arrebol,

Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!"

domingo, 12 de março de 2017

Segunda Semana da Quaresma - Mt 17,1-9

Retiro Popular da Quaresma
Um Coração para Amar
Segunda Semana da Quaresma

Mateus 17,1-9 _ Transfiguração de Jesus
“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou, então, a palavra e disse-lhe: "Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias”. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: "Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o”. Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: "Levantai-vos e não temais”. Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus. E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: "Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos”. 
                                                              Imagem da Web
A Transfiguração de Jesus me fez pensar muito sobre a “desfiguração” que muitos amigos ficam e quando veem para perto de nós não percebemos que eles estão à deriva, que estão a beira do caos.
Uma pessoa transfigurada está repleta de luz, de alegria, de entusiasmo, esperança, fé, amor.
Uma pessoa desfigurada está nas trevas, triste, desiludida, sem esperança e desprovida de fé, nem acredita no amor.
Com qual pessoa cada um de nós tem mais prazer de estar?
É só uma pergunta que faço a cada um de nós, nesse momento que se fala tanto em amor nas redes sociais, só uma pergunta neste momento da Quaresma, época de refletir, de interceder o perdão de Deus.
O momento de nos reconciliarmos com o próximo, pois só assim nos reconciliamos com Deus.
É de grande necessidade arriscarmos na fé, para podermos viver esta transfiguração.
Vivendo a transfiguração de Jesus, limparemos a nossa visão, teremos os olhos limpos, para ver além do olhar.
Vamos subir o Monte da Transfiguração com Maria e modificar nosso coração.

Por que Jesus transfigurou-se na frente de Pedro, Tiago e João?O que isso representa para nós?
Vamos refletir?
Que nossa segunda semana de retiro da quaresma seja enriquecedor e repleto de reflexões sinceras e de arrependimento verdadeiro.
         Paz e bem!  Maria Teresa             



domingo, 5 de março de 2017

Primeira Semana da Quaresma – Evangelho de São Mateus 4,1-11



O tema do Retiro Popular, deste ano é “Um coração para Amar”.

Jesus foi levado para o deserto, jejuou quarenta dias e quarenta noites e depois sentiu fome e foi tentado por várias vezes e isso acontece conosco para que saiamos do caminho, para que abandonemos nossa meta na menor dificuldade.

“Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se dele e lhe disse: "Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães”. Jesus respondeu: "Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8,3). [...] O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: "Eu te darei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares”. Respondeu-lhe Jesus: "Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13)”. Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo”.

Vamos começar este retiro participando da Santa Missa e nos propondo seguir Jesus neste deserto e no final dele celebrarmos com alegria a Santa Páscoa.

“E nesta semana vamos rever as situações mais dolorosas que passamos, para celebrarmos a vitória, no final deste Retiro”.

Podemos cantar a canção da Vida Reluz, Celebra a Vitória.

Feliz Retiro para nós e vamos buscar este Coração para Amar!
                   Maria Teresa




quarta-feira, 1 de março de 2017

O que é QUARESMA!

Quaresma

O que é Quaresma?
“Quaresma é a designação do período de quarenta dias que antecedem a principal celebração do cristianismo: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, que é comemorada no domingo e praticada desde o século IV.
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa”.

Significado e importância da Quaresma
HojeQuarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como simples serviço em algumas igrejas protestantes, como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a Quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas. Saiba mais sobre a Cerimônia das Cinzas na Igreja Católica, a única instituída diretamente por Nosso Senhor Jesus Cristo, lendo este artigo.



A CERIMÔNIA DE IMPOSIÇÃO das cinzas dá início a um período espiritual singularmente importante para todo cristão que busca se preparar para viver melhor e mais profundamente o Mistério Pascal, – que se reflete na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Este especial tempo litúrgico busca o cumprimento da exortação evangélica essencial: "Convertei-vos", imperativo proposto a todos os fiéis mediante as palavras do rito da Quarta-feira de Cinzas: "Convertei-vos e crede no Evangelho" e na expressão "Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás", as quais recordam a inexorável finitude e a efêmera fragilidade da vida humana neste mundo, sujeita à morte.

A cerimônia das cinzas eleva o pensamento à Realidade eterna, Deus; Princípio e Fim, Alfa e Ômega de toda existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Valorização esta que implica uma consciência cada vez mais clara do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a Terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência", como mudança de mentalidade; penitência como expressão de livre e positivo esforço no seguimento de Cristo.
Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa. Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma, estabelecendo-se os quarenta dias de jejum (afora os domingos), para imitar o jejum do Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou na Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (séc. VIII ao X), o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada com a imposição do cinzas nas cabeças de todos os membros da congregação.

 Preparação

O Tempo Quaresmal é, então, principalmente o tempo de preparação para a Páscoa. – Um período privilegiado que leva o cristão a penetrar fundo no sentido de sua condição de filho de Deus, destinado a uma eternidade repleta de felicidade na Casa do Pai, pois foi resgatado pelo Sangue de Cristo.

A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina no Sábado Santo ou de Aleluia, anterior ao Domingo de Páscoa: ao total são 46 dias, da quarta feira de cinzas ao sábado. Durante esses dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão e à conversão espiritual, e se recolhem em oração e penitência, para lembrar não só os 40 dias no deserto como também os sofrimentos que Deus feito homem suportou por cada um de nós na cruz.

Quaresma é o tempo propício e oportuno para o cristão buscar a imersão na Misericórdia divina e se tornar, de fato, discípulo de Jesus. Para lembrar que temos obrigação, enquanto cristãos, de sermos misericordiosos com o nosso próximo. Oração, penitência, jejum e esmola são meios para se alcançar os objetivos da Quaresma. Não precisamos necessariamente multiplicar as nossas orações, mas sim rezar apaixonadamente a cada dia, participar nas Missas dominicais com especial atenção e dedicação, e coroar essas práticas com a Comunhão no Corpo e Sangue do Senhor.

Temos agora a maravilhosa oportunidade de participar das orações da Via Sacra, que nos ajudam a aguçar a consciência da Presença do Deus Conosco, todos os dias, a todo momento, este Deus Uno “no qual existimos, nos movemos e somos” (At 17,28).

Viver a quaresma também é buscar a oração em família e a leitura diária da Bíblia, ainda que de pequenos trechos. É fazer uma tranquila caminhada num parque, contemplando as maravilhas que Deus espalhou por toda parte, percebendo a beleza das árvores, o perfume das flores, o cântico dos pássaros, o que nos possibilita experimentar um notável bem-estar psicossomático: viver a Quaresma é estar atento às inspirações do Espírito Santo, que vem a cada um “com gemidos inexplicáveis” (Rm 8,26).

O jejum é prescrito para a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira da Paixão, no espírito de penitência próprio da Quaresma: fome e sede do Deus Vivo. Ainda mais interessante é jejuar dos programas de TV que promovem a prostituição, o adultério e o homossexualismo. Muitos, depois, nem regressam mais às famigeradas novelas e reality shows que promovem a vulgarização da mulher, o sentimento de rivalidade entre os semelhantes, a falsidade, a mesquinharia, a egolatria. Jejum do medo, da ansiedade e do pânico característicos da falta de confiança no Ser Supremo, nosso Pai do Céu, que é maior do que tudo. Jejum da violência, seja nas palavras, nos gestos e atitudes, no cultivo da paciência e da mansidão, frutos do Amor divino.

A ascese, bem direcionada e com o propósito correto, é válida e útil: muitos aproveitam esta temporada de graças especiais para acertar o peso e entrar no ritmo de uma dieta saudável para o corpo e para a alma; – o que não é o fim nem a razão dessas práticas espirituais, mas sim uma consequência, um resultado secundário de se viver bem a vida cristã. – Alguns escolhem, como penitência, se privar das guloseimas, que só servem para satisfazer a gula, prejudicando a saúde e a boa forma. Os que abusam do álcool também podem se libertar do vício ou do consumo exagerado. O mesmo se diga do cigarro.

Uma resolução firme, nesta caminhada quaresmal, já significou para inúmeras pessoas o renascer para a perfeita liberdade.

Quaresma é época de uma maior fraternidade, na ajuda concreta aos pobres. É uma abertura para a vida dos semelhantes que passam privações; é tempo para lutar com mais força contra o aborto; época de conceder o perdão aos que nos ofenderam ou magoaram; de fazer o bem a todos sem “trombetear”. É tempo também de fazer uma boa confissão, de fazer um “pacto” com a própria língua, para não ferir a honra alheia, evitando críticas destrutivas; e para se resolver consigo mesmo, aumentar a autoestima e valorizar as próprias qualidades.

* * *

Quaresma é tempo de partilhar a fé com os que se acham perdidos em dúvidas que martirizam e confundem. Quaresma é tempo de rezar com amor e fé pela paz neste mundo conturbado, pelos que sofrem pelos que ainda não encontraram o Caminho da Vida. Para cumprir o propósito da Quaresma, uma boa dica: examine a sua consciência ao final de cada dia. Coloque-se diante de Deus e diga: “Nisto eu errei; aquilo poderia ter feito diferente, melhor. Amanhã vou melhorar, com a vossa Graça”.
  Extraído de:  http://www.ofielcatolico.com.br

Feliz Quaresma a todos! Paz e bem!


Mimo de Gracita

Delicadeza de Roberta Maia

Como é bom viver...

Hum, como é bom viver a vida com responsabilidade e alegria!
Mas vida é curta para ser vivida com intolerância, com mau humor e estupidez como tenho visto por ai.
A vida é para ser vivida como se fosse um desabrochar de uma rosa, lentamente. Como o despertar do girassol, que se espreguiça todo até ficar olhando o sol, para melhor aproveitar a sua vida.
Viver a vida como se ela fosse uma sinfonia de pássaros matinais e se prestar atenção ouvirá uma sinfonia diferente a cada amanhecer, é só não ter pressa e ouvir, porque os pássaros estão lá a cada amanhecer.
Viver a vida sem pressa alguma porque a pressa não deixará experimentar o doce sabor que ela oferece a cada dia e olha, ela oferece sabores diferentes e crescedores de se viver.
Viver a vida como se não houvesse noites e só dias e dias de sol.
Então faça da noite do viver o mais lindo dia de sol!!

Arte: Émilie Munier
Autoria: Maria Teresa

Palavras da autora: “...nasci rodeada por livros, boa música, pinturas de quadros (papai tinha um atelier em casa), bordados (mamãe bordava lindamente) e muita religiosidade, caçula de três irmãos homens, temporã de pais na meia idade, fui educada com muito amor e mimo......adoro poesia e deixo o coração ditar e minhas mãos copiarem sobre o papel e ou teclado...amo ler e escrever, gosto muito de brincar com as letras...”

Maria Teresa tem dois Blogs:
Blogs lindos, cheio de declarações de amor( a seu marido) e muita paz!!!
Conheçam!!!

- Minha querida Maria Teresa, sua base familiar refletiu na linda mulher que é, apesar de conhecer apenas virtualmente, sinto sua energia BOA daqui!
Aqui é seu selinho destaque querida, fique à vontade para leva-lo:


Beijinhos Iluminados e Agradecidos!!

11 Comentários:

  1. Ahhhhhh como é bom VIVER!

    Aproveitar cada momento de sorriso nos lábios!

    Ahhhh como é bom VIVER

    Post inspirador Roberta!
    Amei

    :)

    Responder
    Respostas
    1. An@, sorriso nos lábios, adorooooo...!!!
      Beijinhos Iluminados!!!

      Muita Luz!!

  2. Bom dia Roberta, Parabéns a Maria Tereza pela doçura e sensibilidade, viver a vida sem pressa hoje em dia é um desafio que todos nós deveriamos querer vencer! Ótimo dia! Bjoooooss

    Responder
    Respostas
    1. Kellen,os blogs de Maria Teresa são cantinhos onde ela mostra sua paixão pelo marido e a vida!!!

      Lindo Dia!!!

  3. Conheço os blogs da Maria Tereza e são lindos sempre!!beijos às duas! chica

    Responder
    Respostas
    1. Chica, são lindo nê?!AMO DE PAIXÃO!!!
      São muito transparentes...claros!!!

      Beijinhos Iluminados!!!

  4. Querida Roberta, nem sei como fazermos para agradecer, ficamos deveras muito emocionados.
    Ficou linda sua postagem, trouxemos conosco o lindo selo que nos presenteou.
    Agradecemos do fundo do coração e seja sempre muito feliz e abençoada, que sua vida seja repleta de luz e muito amor sempre...beijos nossos no coração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Maria Teresa, obrigada você por ter dado a permissão para que uma de suas obras estivesse aqui no Blog Luz!!!
      Fico imensamente feliz que tenham gostado!

      Beijinhos de Luz no coração do casal!!!
      Bençãos Plenas!!

  5. É isso mesmo, como é bom viver e aproveitar de todas essas coisas maravilhosas que a vida tem para nos oferecer. Ás vezes nem damos conta que estão mesmo pertinho de nós :)
    Linda mensagem, os meus Parabéns à autora!
    Beijiinhos

    Responder
  6. Olá! Tudo diferente e belo por aqui! Adorei as imagens de muita paz...e harmonia e o texto da Maria Tereza perfeito...vou conhecer...
    Parabéns Roberta!
    Bjs e que seu dia seja ótimo, com paz e bons pensamentos!
    CamomilaRosa

    Responder
  7. Olá Roberta,

    Conheço a Maria Tereza. É uma amizade recente, mas já pude constatar a beleza e sensibilidade de sua alma. Seus blogs são excelentes.

    O texto é lindo. Um convite à arte de bem viver.

    A ilustração ficou encantadora com a arte de Émilie Munier. Parabéns pelo bom gosto!

    Beijos.

    Responder