Divagando...

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Bosque da Princesa em Pindamonhangaba - Foto de Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Canto da Primavera, de Luiz José de Brum, meu querido pai

Foto clicada por José Carlos, meu amor.


Um conto lindo e brejeiro, escrito por meu pai na década de sessenta, é lindo demais, espero que vocês gostem...


            A Primavera chegara com suas flores, com o céu muito azulado, com temperatura amena e naquele dia Regis madrugara e começava a se preparar para uma viagem ao campo.
            Numa grande mala colocou telas, pincéis, tintas e outros apetrechos para pintura, colocando também um caderno em branco, canetas e tintas, fecharam-na e colocou-a ao lado de uma barraca para acampar.
            E como só houvesse caminhos estreitos para o lugar que ia ele colocou tudo aquilo no lombo de um burro e encilhou um cavalo, para aquela viagem.
            Já tinha feito o seu desjejum e já ia saindo quando alguém aparece e grita: “Não vai levar os enlatados e os frangos que assei? Vai viver como índio?
            Aquela criatura, dona Maria, lhe falava meneado a cabeça como se quisesse dizer: “este menino vive no mundo da lua”!
            A pessoa que lhe falava era dona Maria a velha governanta que o criara, ele voltou acariciou-lhe o rosto e sorriu dizendo: “já sei o que quer me dizer, precisa casar-te, vives no mundo da lua e assim não vais criar raízes”!
            Ele replicou sorrindo e pegando a matalotagem (termo caboclo, no sentido de provisões), colocou também, no lombo do burro, virou-se para a velha governanta disse:
            - Você está pensando que vou para o deserto do Saara?
            Eu devo encontrar camponeses por perto e eles são muito hospitaleiros e depois as matas são muito ricas em frutas.
            -Qual o que e você sempre confiando na sorte, disse a dona Maria sorrindo e com lágrimas nos olhos e com tanta meiguice completou: - eu não confio não, temos que ser previdentes.
            Ela o amava como a um filho  o vira nascer e com tristeza vira os pais dele partir para a eternidade, um tio que ficou como tutor de Regis e ele não tinha outros parentes, ele voltou e beijou-lhe a testa e depois montou em seu cavalo e partiu.
            A região para onde ele ia era afamado pela abundância de animais silvestres de diversas espécies, aves raras numa floresta ainda virgem com suas pradarias com variedades incríveis de flores.
            Ele era um poeta, pintor e músico, mas era muito mais poeta do que qualquer coisa, já havia publicado vários livros.
            De outro local um homem munido de máquinas fotográficas e materiais de ampliar fotografias, este homem também levava sacos de apanhar borboletas, garrafas, vidros, quadros e outros apetrechos para estudar a natureza, era um naturalista estudioso da natureza.
            E ainda de outro lugar da cidade outro homem partia para o mesmo lugar munido de sacolas, espingarda, faca, cartuchos era um caçador.
            Todos os três seguiam para o mesmo local.
            Ao chegarem cada um se alojou em locais diferentes, um não sabia da presença do outro, cada um estava ali por um motivo diferente, era três homens de personalidade diferente e com certeza não se entenderiam por coincidência os três chegaram ao anoitecer.
            Armaram suas barracas, como disse cada um num local diferente, nenhum deles podia imaginar da presença um do outro.
            O dia surgiu lindo e na mata na qual só se ouvia o pio triste da coruja, durante a noite agora o canto dos pássaros reinava naquele lugar, das árvores gotejava gotas de orvalho que se irisavam ao sol e lá do fundo das matas e campinas vinham os balsâmicos aromas das folhas, e o suave perfume das flores silvestres.
            Vinha também um canto repassado de encantamento, tão doce, tão suave que Regis saiu de sua barraca e ficou como estátua a contemplar aquela cena enternecedora que lhe causava um que de alegria e melancolia, um êxtase, um que de saudade.
            Depois deste êxtase Regis começou a pintar um quadro aproveitando aquela paisagem que descortinava diante dos seus olhos.
            E o tempo passava sem que Regis percebesse então ele ouve uma vozinha mais linda que a do sabiá cantar:
            “Canta, canta ó mavioso sabiá!
            Prá doce primavera chegar!
            Canta prá saudade espantar!

            Canta, canta ó mavioso sabiá!
            Prá brisa como um beijo matinal!
            Com encantamento divinal!

            Pois sem ti tudo é tristeza tudo é tristeza!
            Árvores desfolhadas sem beleza!
            Chamo teu canto cheio de clareza!
            Prá primavera vir com certeza!

            Pois é o cantor que sempre gera
            No coração a fortaleza!
            Sem a pressa e que não desespera
            Canta tu ó cantor da primavera!

            Era um menino que vinha chegando descuidado que ao dar com Regis tenta voltar correndo.
            - Não corram você pode se machucar volte!
            O menino parou lá ao longe e ficou observando e percebendo que Regis não  queria fazer nenhum mal voltou, a curiosidade era mais forte que o medo.
            Regis contempla com ternura aquela figurinha loura de olhos azuis.
            - Onde moras?
            -Moro lá embaixo perto do Ribeirão!
            - Não tem medo destas florestas?
            - Não minha mãe e meu avô me ensinaram a ir só até onde não tem perigo.
            - E o que o senhor está fazendo aqui?
            - É aí que o senhor mora?
            É essa a tua casa?
            - Vamos devagar, uma pergunta de cada vez, mas antes de responder as suas perguntas não seria bom que nos apresentássemos?
             - Eu me chamo Regis e você como se chama?
            - Me chamo Isaías.
            - Agora que somos amigos vamos sentar e Regis estende um pano sobre a relva perto de sua barraca.
             O menino diz:
            - O senhor ainda não me disse o que veio fazer aqui.
            - Sabe você um menino muito inteligente e perguntador.
            - Como posso te dizer? Já sei!
            - Você ouve o cantar dos pássaros?
            - Ah sim, o senhor veio para ouvir o cantar dos pássaros?
            -Sabe as aves em cativeiro não tem o mesmo canto tão belos como os que vivem aqui nas matas.
            - O que é cativeiro?
            - Cativeiro é lugar onde os homens ou os pássaros ficam sem liberdade, para os pássaros, por exemplo, é a gaiola.
            Nesse momento o sabiá começou a cantar e Régis diz:- Tem coisa mais bela que esse canto?
            - Tem sim disse o menino, a minha mãe ela é mais bonita e canta mais bonito também.
            - O meu avô sempre diz assim: “Marta tu és a coisa mais bonita deste mundo e canta mais lindo que o sabiá”!
            - Qual tua idade Isaías?
            - Seis anos, minha mãe disse que assim que eu completar sete anos teremos que ir para a cidade para que eu possa freqüentar a escola.
            - Por que você só fala em sua mãe e seu pai também não é a coisa mais bela para você?
            - Não tenho pai ele morreu quando eu ainda era um bebê assim disse minha mãe.
            - Desculpa-me disse Regis, não queria lhe entristecer.
            - Não faz mal, já estou acostumado.
            - E eu ainda não disse o que vim fazer aqui e como você é muito inteligente acho que vai me entender.
            - Sou poeta, compositor...
            - Sei sim, a minha mãe sempre canta e recita poesias e me diz os nomes das pessoas que fizeram aquelas músicas e poesias, como Regis e Castro Alves, ela diz que está me preparando para a vida.
             - Mas por que o senhor mora numa barraca e não numa casa igual a nossa?
            - Não mor aqui eu vim buscar inspiração para escrever meus poemas, as minhas músicas e pintar meus quadros.
            - O que é inspiração?
            Isaías não deixava passar nada.
            - Inspiração é alguma coisa que a gente sente e faz com que nos dê vontade de cantar, de escrever ou de pintar coisas bonitas.
            - Está ouvindo o sabiá cantando?
            - Isto me faz pensar em poesias e pinturas, isto é inspiração.
            - Está contente com a explicação?
            - Mais ou menos, respondeu Isaías.
            - Agora sou que vou perguntar.
            - Quem lhe ensinou aqueles versos que você vinha cantando quando se encontrou comigo?
            - Foi minha mãe, ela mesma o fez para mim.
            - Está vendo neste canto foi o sabiá a inspiração.
            - Ela sente como se houvesse necessidade do sabiá cantar para que a primavera surja cheia de beleza para espantar a tristeza e vir a alegria.
            - E agora, ouve lá embaixo o barulho do ribeirão?
            - Para alguns aquilo é um simples barulho e para outros é como vozes de crianças murmurando, correndo e brincando.
            - Puxa o senhor é igualzinho a mim eu também penso que são crianças falando e durmo ao som do regato.
            - Eu gosto do som da goteira da chuva caindo em cima do zinco do nosso rancho lá atrás de casa.
            - Agora fiquei gostando mais ainda do cantor da primavera, não esquecerei jamais, disse Regis.
            - - O senhor fala tão bonito eu gostaria que fosse conhecer a minha mãe e meu avô.
            - Não acha que está ficando tarde demais para você ficar aqui?
            - Sua mãe deve estar preocupada.
            - É mesmo, puxa tenho que ir, mas quero que o senhor venha também.
            - Irei amanhã, disse Regis.
            - Mas o senhor não vai me deixar ver aí dentro?
            - Ora quase não tem nada para ver mas vamos entrar.
            - O que é isso?
            - É uma tela, vou pintar nela algum cenário da natureza e vou colocar lá alguma coisa que me venha na memória também.
            - O que é cenário da natureza?
            - Você não está vendo o céu, as árvores, a flor, aqui um campo aberto, ali as matas fechadas, mais lá embaixo o rio?
            - Tudo isto forma o cenário da natureza, qualquer dia deste vou mostrar-te um quadro que devo pintar enquanto estou aqui, tudo isso é muito bonito, mas precisa ser visto com amor.
            Isaías saiu correndo dizendo que ia voltar no dia seguinte, mas quando estava viu lá embaixo na encosta da montanha outra barraca, nesta idade se tem muita curiosidade e nenhuma prudência e ao invés de ir para casa dirigiu-se para lá.
            Encontrou lá o Dr. Fritz a examinar qualquer coisa com uma enorme lente.
             Dr. Fritz estava tão concentrado no exame que realizava que não o viu chegar.
            Enquanto isso Isaías olhava aquelas caixas com vidros cheios de insetos e outras com folhas comprimidas em lâminas de vidro.
            Nisso Dr. Fritz se vira e o vê, que o olhava atentamente e quando ele se volta para o Dr. Fritz este diz como que maravilhado: Que belo espécime da natureza!
            - Puxa todo mundo fala da natureza!
            - O que é natureza?
            - O senhor Regis fala em cenário da natureza o senhor também fala em natureza.
            - Como poderei te dizer?
            - Está vendo estas árvores, estes campos, estes besouros aqui, este sol que nos ilumina e tudo e tudo mais que não foi feito pelas mãos dos homens formam um conjunto que nós chamamos de natureza.
            - Mas o senhor Regis disse que isto tudo é cenário da natureza.
            - É ele tem razão, ele é pintor e é poeta.
            - Então vamos dizer que tudo isto é obra da natureza e a natureza é alguma coisa que não conhecemos e foi ela que criou tudo isso que chamo de natureza e o senhor Regis de cenário da natureza.
            - Mas meu avô disse que foi Deus que fez tudo isso.
            - Então vamos dizer como seu avô e como o senhor Regis diz: Deus criou a natureza e a natureza criou tudo isso e também o cenário para as pinturas do senhor Regis.
            - O que é isso?
            - Isso é uma lente, olha aqui veja este besourinho, veja como ele fica grande!
            - Puxa como ele fica cabeludo!
            - O senhor veio aqui só para espiar as coisas com essa lente?
            - Não, vamos dizer que estou estudando a natureza, para ver como vivem os animais, as plantas e classificá-los em famílias.
            -Plantas têm família?
            - Sim tem, vou falar das coisas que você conhece: a abobreira, o chuchuzeiro e melancia são da mesma família.
            - Ah...  disse Isaías admirado e pegou a lente e começou a olhar tudo através dela e Dr. Fritz o ajudou colocar na distância correta para melhor observar.
            E depois não muito satisfeito por causa de sua grande curiosidade se despediu e saiu correndo para casa.
            No entanto não era dessa vez ainda que ia direto para casa, ele avista outra barraca e vai para lá correndo, era a barraca do caçador, ele se preparava para ir caçar.
            Isaías um tanto medroso e cauteloso a sua maneira fica observando.
            - Oi! Diz o caçador.
            - Oi! Responde o menino.
            - O senhor veio também para ouvir o canto do sabiá como o senhor Regis ou veio para estudar a natureza como o Dr. Fritz?
            - Eu vim me distrair, vim caçar.
            - O meu avô disse que a gente só mata os animais quando a gente precisa se alimentar, ele disse que é crueldade caçar só para se divertir.
            - Vai me dizer que você não tem uma atiradeira ou estilingue, como vocês dizem por aqui?
            - Não tenho respondeu Isaías, respondeu zangado.
            - Não vamos brigar, eu gosto de crianças e gostei de você, como se chama?
            - Me chamo Isaías!
            - Eu me chamo Demétrio!
            Na casa de Isaías o avô e a mãe estavam preocupados, pois Isaías nunca se demorara tanto e saíram para procurá-lo e como sabiam das preferências do menino se dirigiram para o lado onde era mais abundante de sabiás e ali tinha algumas árvores frutíferas.
            Encontraram o senhor Regis que informado do acontecido também saiu a procura do menino e encontraram o Dr. Fritz que disse que o garoto tinha estado ali conversando com ele,mas que já havia saído há algum tempo.
            Combinaram que cada um seguisse uma direção, pois o menino podia ter se perdido na floresta e quem o achasse deveria dar um assobio bem alto.
            Senhor Regis encontra o menino, ele ainda estava na barraca do caçador e disse: - Isaías tua mãe e teu avô estão preocupados com você, pensando que você estava perdido na floresta e deu um assobio bem alto e virando-se viu o caçador e disse, desculpa-me, mas estou um tanto afobado, até logo e partiu com o menino.
            - Agora me leve até sua casa e o caçador os seguiu um tanto de longe.
            - O senhor viu como minha mãe é bonita?
            - Como poderia observar a beleza da tua mãe, com o susto que levei de saber que havia desaparecido.
            - Então a olhe quando encontrar e mais lá embaixo todos se encontraram e depois de abraçá-lo sua mãe o advertiu para que não fizesse nunca mais isso que acabar de fazer.
            E todos são convidados a irem a casa deles, irem à casa de Marta, este era o nome da mãe de Isaías e foram todos juntos e Isaías disse ao Regis: - viu como minha mãe é linda!
            - É sim sua mãe é muito bonita, mas não fale assim que sua mãe pode não gostar.
            - Meu avô  sempre diz que ela precisa arrumar um pai para mim, ele diz que já está cansado para poder ajudar.
            - O que está resmungando aí  Isaías?
            - É melhor vir aqui para perto de mim!
            Chegando a casa os três foram convidados a entrar e passaram o resto do dia ali, faz tempo que não temos visitas e este acontecimento merece uma comemoração, disse Mateus, o avô de Isaías.
            - Aqui estamos senhores, quatro homens, cada um com seu ideal e qual seria o melhor ideal?
            - Um poeta e pintor, o senhor Regis; um cientista o Dr. Fritz e o senhor Demétrio que caça por esporte.
            - O poeta e pintor é o cantor da natureza que às vezes vive no mundo da fantasia que se distraíram pelos caminhos da vida e iam aspirando o perfume das flores e colhendo uma aqui e outra acolá, como Chapeuzinho Vermelho fazia e foi apanhada pelo lobo malvado a indigência.
            Os cientistas procuraram tanto a causa das coisas que se perderam no emaranhado da confusão, tal como ignorantes da ciência se perderam nos emaranhados dos mistérios.
            O primeiro tornou-se ateu o segundo um fanático. O caçador traz em si o homem da caverna, mas graças a este instinto, a raça sobreviveu, dirá o senhor Fritz.
            Mas todos têm um coração que pulsa que ama.
            Não sei se o senhor Fritz pode ser um cientista da estirpe do pai do meu neto, ele estudava a natureza muito mais buscando as leis que a regem para colocá-la a serviço da humanidade do que buscar uma cadeia de transformação dos seres que sempre levam muitos talvez.
            Ele acreditava como o senhor, que Deus criou tudo em substancia e assim o que tinha de chegar a ser cão já tinha substancia de cão e o que tinha substancia de baleia ia com certeza ser uma baleia e aquele que chegaria a ser homem tinha substancia de homem e não um macaco que se transformou em homem.
            As ditas espécimes que teria dado origem a outrem pode ser muito bem as espécimes que desapareceram e não eram elo que liga a coisa nenhuma, mas como ia dizendo todos nós temos um coração que pode amar e pode odiar, a prova é que todos estavam preocupados com Isaías.
            E estou certo que o senhor Demétrio não titubearia em usar de todos os meios para defender este menino, portanto fico grato a todos e acredito que o certo é o equilíbrio, embora o homem estude a natureza ele mesmo é capaz de produzir toda e qualquer espécie de transtorno a ela.       
            E eu quem sou perguntarão vocês.
            Um místico metido aqui neste deserto, se não somos ateus, com certeza já temos um pouco de místico, sou um professora aposentado, vim para cá para ajudar meu genro na confecção de um livro sobre a natureza, mas um acidente o vitimou e sua obra ficou parada, estamos aqui esperando vender este sítio e voltar para a cidade, embora gostasse mesmo era de ficar aqui, mas temos de pensar em Isaías.
            Senhores, vocês não vieram para escutar uma arenga, mas para comemorarmos um acontecimento, vamos ao brinde, mas devo dizer que este não é nenhum licor e nem um champanhe, mas sim uma limonada, o que poderia ser melhor não é?
            É o néctar dos deuses quero que o meu neto aprenda a ser um homem sóbrio.
            Depois da ceia a noite cada um voltou para sua barraca.
            O Dr. Fritz ficou interessado no livro inacabado assim como numa coleção de borboletas e besouros, no decorrer da conversa o Dr. Fritz havia falado no perigo do desequilíbrio da natureza com a extinção de certos animais e pela devastação das matas, o senhor Demétrio diante disso disse que ia embora e se sentia um réu sendo julgado por um tribunal, a sua consciência estava adormecida ou mal informado, aqui se orientara melhor.
            Assim no dia seguinte saiu daquele cenário.
            Marta era realmente muito bonita e Dr. Fritz e Regis queriam casar-se com ela, mas ela rejeitou os dois e Isaías que era muito esperto percebeu tudo.
            Dr. Fritz depois de muitos meses treinou seus estudos e já dizia que ia partir, mas antes queria ver a obra inacabada do pai de Isaías e lá encontrou muita coisa que ele procurava e propôs publicar o livro depois de completá-lo.
            Assim o professor redigiu um contrato que ambos assinaram, aquilo era um patrimônio para o neto e Marta.
            Agora chegara a vez de Regis partir e Isaías fica muito triste; poetas e crianças parece que falam a mesma linguagem, vivem no mundo da fantasia, no mundo do “faz de conta”.
            E como o amor é inventivo o menino inventou mil estratégias para forçar Regis ficar, um dia pediu para pitar se retrato, mas não parava quieto para a pintura nunca terminar, depois de esgotado tudo que ele podia imaginar, fingiu-se doente com dor de barriga e não queria comer.
            A princípio todos se assustaram, inclusive Regis, mas depois todos notaram que era mais um truque de Isaías.
            Marta adivinhou que o problema era que ele não queria que o Regis fosse embora, ele também havia notado as artimanhas do menino para que ele ficasse.
            Marta pediu licença a todos e foi conversar a sós com seu filho e lhe disse que era uma pena ele estar doente, pois havia prometido a Regis que logo iriam visitá-lo.
            Isaías acaba por pedir desculpas por ter mentido, dizendo que só queria que o senhor Regis ficasse como meu pai.
            Meu filho, você é um bom menino e o beijou.
            O menino disse a Marta, eu vi o senhor Regis pedir para a senhora casar com ele.
            Marta falou, então é isso, você o quer como pai?
            Então vou dar o meu sim ao senhor Regis, eu também o amo e creio que ele vai ser um bom pai para você.
            De um pulo sem dar tempo de detê-lo, Isaías saiu correndo até a barraca de Regis e ele percebeu que Isaías não tinha nada de errado e ficou contente ao vê-lo.
            Senhor Regis a minha mãe vai dizer sim, não era isso que o senhor desejava também?
            Sim é isso, sua mãe gosta de mim também e sei que vamos ser todos muito felizes, Regis o abraçou e o beijou;
            Depois...
            Ora! Depois, vocês já sabem o que acontece quando tudo dá certo não é?  
                          Escrito por meu pai Luiz José de Brum

domingo, 1 de setembro de 2013

Prenúncio da Primavera.

 http://www.youtube.com/watch?v=8y8OVUV-nA8

Estamos sendo despertados pelo "Sabiá Laranjeira cantando em nossa janela, é emocionante acordar assim, por que este é o prenúncio da linda Primavera que tanto amamos.
O sol está radiante, os pássaros todos cantam lá fora , voando de roseira em roseira nos enfeitiçando e embelezando nosso viver.
O dia de hoje por certo será maravilhoso, por que os pássaros cantam e isso nos enche de esperança de ser mais um dia de felicidade.
Obrigada meu Deus!
Um abraço a todos e feliz prenúncio da linda Primavera, Maria Teresa.


Imagem retirada da internet.

"O sabiá-laranjeira [Turdus rufiventris (Vieillot, 1818)] é uma ave muito comum naAmérica do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo.[1] É popular especialmente no Brasil, tendo se tornado por lei, em 2002, a ave-símbolo do país[2] Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966.[3] É citada por diversos poetas como o pássaro que canta o amor e a primavera".[4]  (Wikipédia)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Disto depende a felicidade! de Luiz José de Brum, meu querido pai.

Papai gostava de rios e este lugar ele amava muito, 
Bosque da Princesa em Pinda, o rio Paraíba corta o Bosque.


Um dia parti em busca da felicidade
Em meu peito levando o calor
Da minha lealdade
Buscando de alguém o amor
Com sinceridade em meu coração
Querendo que do meu sentir
Esse alguém com alegria
Já não digo com euforia
Tomasse comigo participação
Pois disso depende a felicidade
E também com sinceridade
E de mútua comunhão
O amor entre duas pessoas
É como linhas paralelas
Que juntas não correm em vão
Vão sempre puxando juntos
Com muita firmeza vivendo com delicadeza
pois linhas que se cruzam
Podem até produzir luz
Mas não dura muito
Pois é colisão
Que só por instante
Com grande brilho reluz
Mas naqueles tempos de quimeras
Que a vida é as primaveras
Em que tudo é encanto é flor
Eu quis de mão dada caminhar
E a luz das estrelas buscar
E com elas o mundo espargir
Transformando o duro pressagio
Num encantado porvir
Pois em cada coração
A paz, a bem querença o amor
Depois vi com desilusão
Que tudo era arroubos
De um pobre sonhador
Hoje que já vou cansado
Com o inverno já chegado
Devo de longe me contentar
Como das estrelas a piscar
Em vez de ir buscar
Com arroubos e cegueira
Das estrelas para o mundo
Sua luz, sua gala
Devia me contentar com a bengala
Que me ajuda a andar
Com o calor da lareira
Com, a lua, o sol a brilhar
Ou com meu televisor
Mas ainda continuo a sonhar
Embora saiba que o mundo
Como eu quero não posso mudar
Mas sei que um pouco eu posso
Com prudência melhorar
E a felicidade ainda encontrar
E ninguém me impede
De com meu tapete mágico
Que é meu modo de sonhar
Por imensas plagas
Por jardins encantados
Cheio de calor no coração
Por eles viajar

Com encanto e muita emoção!

poetizado por Luiz José de Brum, na década de sessenta.

domingo, 28 de julho de 2013

O sol atrás da rosa...

Foto clicada por meu bem, José Carlos

O sol está atrás da rosa, 
mas isso só causou um efeito maravilhoso 
e ímpar na rosa, não a impediu de brilhar, 
de perfumar, de alegrar, muito pelo contrário ficou 
ainda mais linda e brilhante.
Mas quando impedimos com 
nossa intransigência tapar o sol 
das pessoas que o buscam, 
isso é no mínimo desastroso para todos.

Meu avô sempre dizia que 
“o sol nasce para todos”, 
pois então sejamos sol para todos 
e não tapumes 
para impedir o outro de ver o sol
e brilhar.
Maria Teresa

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do Escritor - Uma homenagem ao meu querido pai que escrevia com a alma



Eu amo ler.
Minha leitura começa pela ida a uma livraria ou a uma biblioteca.
O gostoso mesmo é você ir até uma livraria e escolher dentre
tantos livros aquele que mais parece com que mais gosto.
Gosto de livros,gosto de livrarias, gosto de escritores.
Tenho a maior admiração pelos escritores.
Eles tem o dom de me fazer viajar, navegar, emocionar, chorar, rir,
aprender, relaxar... a leitura de um bom livro me faz viver.
Quando pego um livro na livraria e ele não está lacrado, abro
delicadamente e o cheiro, gosto do cheiro do livro, minha leitura começa ali.
As pessoas em volta acham estranho e algumas dão risada, eu nem me importo, por que minha primeira leitura é através do cheiro.
Parabéns a todos os escritores, poetas e por que não parabéns aos leitores.
Somos o incentivo dos escritores.
Uma vez falei ao meu pai que gostaria de ser poetisa e ele me respondeu assim com sua poesia bela.(((Maria Teresa)))

“Você disse que poetisa queria ser
Para poder cantar com harmonia
com acerto e emoção
tudo que lhe vai na alma, no coração
dessa cidade bonita,
de ar puro, sem poluição
de gente hospitaleira
de alma pura e altaneira
e exaltar tanta beleza.
Cantar sua natureza,
que de belo ainda ficou
nesse chão fecundo.
Que Cristo fez com poesia
com encanto tão profundo.
Pois eu digo com certeza
que de poetisa ou poeta
quase todos tem boa porção
e isto é muito bom
e do mundo a salvação
pois muitos se inspiram
na alegria ou na tristeza
para conservar tanta beleza
que existe da natural riqueza.
Por isso jogue fora a tristeza
a terra está cheia de pranto
olhe para o céu com estrelas a luzir
que parecem crianças brincando
para a terra sorrir.
Você poetisa é, só não te troféu
pois sabe olhar, pensar e sentir
e também com acerto exprimir.
Olhe muito para o céu, para o céu!
Esqueça o passado que é pequeno.
Encerre seus olhos no imenso porvir
que é melhor que um troféu.
Então um dia com muita alegria
com harmonia no coração
num futuro longe, muito longe
dessa cidade querida recordará com emoção
e também com muita saudade!”
De Luiz José de Brum, meu pai, poema escrito em 1975.
Parabéns ao meu pai que foi um grande escritor, sem livros editados,
mas um grande escritor.

terça-feira, 23 de julho de 2013

A vida é curta, acorde!

Rosa clicada em nosso jardim, por meu bem, José Carlos

A vida é muito curta para ser vivida com intolerância, 
com mal humor e estupidez.
Tem muita garota e garoto intolerantes uns com os outros 
e deixando a vida passar.
Ao invés de ser feliz, ficam com pecuinhas com pais, irmãos.
A vida é para ser vivida como o desabrochar da rosa.
Como o despertar do girassol.
Viver a vida como se ela fosse uma sinfonia de pássaros matinais, 
e se prestar atenção ouvirá uma sinfonia diferente a cada amanhecer.
Viver a vida sem pressa, porque a pressa  não deixará você experimentar 
o doce sabor que ela oferece e  ela oferece muitos 
sabores diferentes e crescedores a cada segundo vivido.
Viver a vida como se não houvesse a noite 
e sim só dias, dias de sol.
Então faça da noite do seu viver o mais lindo dia de sol.
Seja feliz e faça alguém feliz!   
 Maria Teresa

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Parabéns meu amado José!


O calendário diz que hoje é dia do homem.
Que eles façam valer esta palavra: HOMEM, em todos os setores da vida.
Que eles honrem sempre a MULHER!
Parabéns homens, mas só aqueles que são verdadeiros homens, não aqueles que brincam com o sentimento alheio.
Parabéns marido meu, amor da minha vida, amo muito você meu querido, José Carlos.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sempre é bom meditar.

Foto clicada por meu bem no Pesqueiro Vila Rica.


"O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! Disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.
O mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um lago"
                                 ((((((autor desconhecido))))))

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Outono indo e inverno chegando!

Bosque da Princesa em Pindamonhangaba


Dia indo vagarosamente pelas mãos do “Outono” 
que se despede sem ter mesmo brilhado solenemente, 
por que dias chuvosos, parecendo mais chuva de verão, 
terminaram sufocando o doce “Outono”, 
que prepara nosso coração para a chegada do inverno, 
inverno tanto na natureza, como no coração de muito vivente.
Doce Outono está indo embora, 
pena que não pudeste brilhar como merece, 
a Mãe natureza mudou por causa de gestos insensatos 
de alguns seres que se dizem humanos.
Que pena doce Outono que está partindo, 
nem o farfalhar de folhas secas meus pés pisaram...
Gosto do farfalhar do Outono.
Doce Outono partiu agora pouco, 
mas volte para brilhar 
e para que eu possa ouvir de novo 
o doce farfalhar das folhas de Outono.

Um abraço carinhoso de Maria Teresa

sábado, 15 de junho de 2013

Você quer ser invisível? Eu não!



Meu pai falava que quanto mais velha a pessoa ficava, mais invisível ela se transformava, um dia ele me segredou uma coisa e falou assim: "Filha sempre em minhas orações eu peço a Deus que nunca me deixe ficar invisível diante da minha família, que preferia morrer do que se sentir invisível, que era muito triste não ser enxergado e por isso desprezado e falou mais, sempre procure saber o nome das pessoas, principalmente aquelas mais simples, aquelas também que de certa forma nos prestam serviços".
Trouxe sempre esse ensinamento comigo e claro sempre o colocando em prática.
E hoje pude testemunhar um fato assim, uma senhora falava e falava com a filha diante de mim numa sala de espera de um salão de beleza e a filha não dava a mínima e a senhorinha falava coisas interessantes, esta senhora parecia ser uma pessoa doce, meiga, por que eu também conheço idosas que são muito chatas, por certo sempre foram chatas.
Resolvi conversar com ela e eis a minha surpresa, ela queria comentar sobre um livro que ela estava lendo e que estava sendo anunciado na revista que ela via no momento e o livro era: O monge e o executivo.
Eu falei a ela que já tinha lido e conversamos longamente sobre o livro.
Que idiota esta filha, perdeu muito de aprender com a mãe e ela me segredou que a filha não dava muita atenção para ela não.


Que pena, mas fica aqui meu registro, tem idosa muito chata mesmo, mas mesmo assim não pode ser ignorada.
Eu não quero nunca me transformar numa pessoa invisível e você?
                                        Maria Teresa

terça-feira, 11 de junho de 2013

Viver o hoje!



O que será do amanhã 
se eu não viver intensamente o hoje?
Vou viver o hoje intensamente 
e me premiar com o amanhã 
que há de vir sempre!
Maria Teresa

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ética com Mario Sérgio Cortella, nosso grande filósofo

                                             

imagem da internet Muito bom ler e meditar sobre 
ÉTICA 
nos tempos de hoje, 
onde há tanta corrupção e inversão de valores, 
onde muitas pessoas e muitos políticos usam da 
MÁ ÉTICA para enganar!

"É impossível falar em ética sem falar em liberdade. 
Quem não é livre não pode, evidentemente, ser julgado do ponto de vista da ética. Outros animais, ao menos nos parâmetros que utilizamos, agem de forma instintiva, não deliberada, sem uma consciência intencional. Cuidado. 
Há quem diga: “Eu queria ser livre como um pássaro”; lamento profundamente, pois pássaros não são livres, pássaros não podem não voar, pássaros não podem escolher para onde voam, pássaros são pássaros. Se você quiser ser livre, você tem de ser livre como um humano. Pensemos em algo que pode parecer extremamente horroroso: como disse Jean-Paul Sartre, nós somos condenados a ser livres.
Da liberdade, vêm as três grandes questões éticas que orientam (mas também atormentam, instigam, provocam e desafiam) as nossas escolhas: Quero? Devo? Posso? Retomemos o cerne: o exercício da ética pressupõe a noção de liberdade. Existe alguém sobre quem eu possa dizer que não tem ética? É possível falar que tal pessoa “não tem ética”? Não, é impossível. Você pode dizer que ele não tem uma ética como a tua, você pode dizer que ele tem uma ética com a qual você não concorda, mas é impossível dizer que alguém não tem ética, porque ética é exatamente o modo como ele compreende aquelas três grandes questões da vida: devo, posso, quero?
Tem coisa que eu devo, mas não quero, tem coisa que eu quero, mas não posso, tem coisa que eu posso, mas não devo. Nessas questões, vivem os chamados dilemas éticos; todas e todos, sem exceção, temos dilemas éticos, sempre, o tempo todo: devo, posso, quero? Tem a ver com fidelidade na sua relação de casamento, tem a ver com a sua postura como motorista no trânsito; quando você pensa duas vezes se atravessa um sinal vermelho ou não, se você ocupa uma vaga quando vê à distância que alguém está dando sinal de que ele vai querer entrar; quando você vai fazer a sua declaração de Imposto de Renda; quando você vai corrigir provas de um aluno ou de um orientando seu; quando você vai cochilar depois do almoço, imaginando que tem uma pia de louça que talvez seja lavada por outra pessoa, e como você sabe que ela lava mesmo, e que se você não fizer o outro faz, você tem a grande questão ética que é: devo, posso, quero? Por exemplo, quando se fala em bioética: podemos lidar com clonagem? Podemos, sim. Devemos? Não sei. Queremos? Sim. Clonagem terapêutica, reprodutiva? É uma escolha. Posso eu fazer um transplante intervivos? Posso. Devo, quero? Tem coisa que eu devo, mas não quero; aliás, a área de Saúde, de Ciência e Medicina, é recheada desses dilemas éticos. Tem muita coisa que você quer, mas não pode, muita coisa que você deve, mas não quer.
Na pesquisa, já imaginou? Por que montamos comitês de pesquisa, por que a gente faz um curso sobre ética na pesquisa? Porque isso é complicado, e se fosse uma coisa simples, a gente não precisava fazer curso, não precisava estudar, não precisava se juntar. É complicadíssimo, porque estamos mexendo com coisas que têm a ver com a nossa capacidade de existir. Quando se pensa especialmente no campo da ética, a relação com a liberdade traz sempre o tema da decisão, da escolha. Por que estou dizendo isso? Porque não dá para admitir uma mera repetição do que disseram muitos dos generais responsáveis pelo holocausto e demais atrocidades emanadas do nazismo dos anos de 1940. Exceto um que assumiu a responsabilidade, todos usaram o mesmo argumento em relação à razão de terem feito o que fizeram. Qual foi? “Eu estava apenas cumprindo ordens”. “Estava apenas cumprindo ordens”, isso me exime da responsabilidade? Estava apenas obedecendo... Essa é uma questão séria, sabe por quê? Porque “estava apenas cumprindo ordens” implica a necessidade de pensarmos se a liberdade tem lugar ou não.
Ética tem a ver com liberdade, conhecimento tem a ver com liberdade, porque conhecimento tem a ver com ética. Por isso, se há algo que também é fundamental quando se fala em ciência, ética na pesquisa e produção do conhecimento, é a noção de integridade. A integridade é o cuidado para se manter inteiro, completo, transparente, verdadeiro, sem máscaras cínicas ou fissuras. Nessa hora, um perigo se avizinha: assumir- se individual ou coletivamente uma certa “esquizofrenia ética”. Ela desponta quando as pessoas se colocam não como inteiras, mas repartidas em funções que pareceriam externas a elas. Exemplos? “Eu por mim não faria isso, mas, como eu sou o responsável, tenho de fazê-lo”. Ora, eu não sou eu e uma função, eu sou uma inteireza, eu não sou eu e um professor, eu e um pesquisador, eu e um diretor, eu e um Secretário, eu sou um inteiro. “Eu por mim não faria”, então eu não faço"! (CORTELLA, 2006, p. 84, 85).

Espero que tenham gostado, se gostaram leiam mais textos de Cortella, na internet, tem muitos deles.
                                Um abraço, Maria Teresa

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A mais bela oração de cura!

Vamos meditar um tantinho o Evangelho de ontem?


Evangelho (Lc 7,1-10)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte.
O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.
Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 
Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa.
Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 
Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto’!, ele o faz”.
Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.
Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Estamos diante do pedido que um centurião faz à Jesus. Prestemos bem a atenção para o fato do homem que pede ser um centurião, portanto um “inimigo” dos judeus, um ocupador da sua terra, mas apesar disso, ser com certeza um homem bom, pois a passagem diz claramente que ele tinha muita afeição pelo seu servo, (o que naquele tempo seria coisa rara), e que até tinha mandado construir a sinagoga para os judeus. Percebamos também que este homem se sente indigno de se aproximar de Jesus e por isso pede a outros que por ele intercedam, levando-nos a pensar na importância da intercessão. Meditemos ainda no fato de Jesus se admirar da fé daquele homem. Com efeito aquele homem dando a perceber a sua autoridade sobre aqueles que ele comanda, reconhece em Jesus Cristo uma autoridade bem maior, ou melhor, a autoridade total, pois vai muito para além das coisas do mundo, acreditando ele, centurião, que Jesus Cristo com uma só palavra pode curar o seu servo.
Detenhamo-nos então na frase: «Não te incomodes, Senhor, pois não sou digno de que entres debaixo do meu teto, pelo que nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma só palavra e o meu servo será curado.» Esta frase, usada na Liturgia da Eucaristia, «Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo», mesmo antes de recebermos o Senhor em nós, nas nossas vidas, é repetida milhares de vezes todos os dias, nas mais diversas línguas, por esse mundo fora.
Esta frase que, (pelo menos falo por mim), tantas e tantas vezes, dizemos de forma rotineira e “banal”, nos introduz no Mistério maior de um Deus que se faz alimento para aqueles que ama, e nos irmana num só povo que, reconhecendo-se indigno, aceita a dignidade que lhe é oferecida pelo seu Senhor. Esta frase que se confirmou na cura do servo do centurião, (pela graça de Deus, admirado da fé daquele homem), e que nós repetimos de forma ligeira e tantas vezes irreflectida, não percebendo que por essa mesma graça, o Senhor nos alcança a salvação, mesmo perante a nossa fraca fé. Esta frase em que, como o centurião, nos devemos abandonar numa total confiança ao Senhor Nosso Deus, acreditando que tudo Lhe é possível.
E depois, depois percebamos, que esta frase que nos une como irmãos, filhos de Deus, foi proferida pelo centurião que afinal poderíamos dizer em linguagem simples de hoje, “estava fora da Igreja de então”! Para que percebamos que não é o “pertencer à Igreja”, que não é o “ir à Missa”, que não é o “repetir Senhor, Senhor”, que nos salva, mas sim a fé em Jesus Cristo que a todos ama e chama por igual. E para correspondermos a esse amor temos que “viver a e em Igreja”, temos que “participar e celebrar a Missa”, temos que “repetir Senhor, Senhor”, muito mais com o coração do que com a boca.
Pai, dá-me um coração misericordioso e humildade que me leve a compadecer-me do meu semelhante.

Mimo de Gracita

Delicadeza de Roberta Maia

Como é bom viver...

Hum, como é bom viver a vida com responsabilidade e alegria!
Mas vida é curta para ser vivida com intolerância, com mau humor e estupidez como tenho visto por ai.
A vida é para ser vivida como se fosse um desabrochar de uma rosa, lentamente. Como o despertar do girassol, que se espreguiça todo até ficar olhando o sol, para melhor aproveitar a sua vida.
Viver a vida como se ela fosse uma sinfonia de pássaros matinais e se prestar atenção ouvirá uma sinfonia diferente a cada amanhecer, é só não ter pressa e ouvir, porque os pássaros estão lá a cada amanhecer.
Viver a vida sem pressa alguma porque a pressa não deixará experimentar o doce sabor que ela oferece a cada dia e olha, ela oferece sabores diferentes e crescedores de se viver.
Viver a vida como se não houvesse noites e só dias e dias de sol.
Então faça da noite do viver o mais lindo dia de sol!!

Arte: Émilie Munier
Autoria: Maria Teresa

Palavras da autora: “...nasci rodeada por livros, boa música, pinturas de quadros (papai tinha um atelier em casa), bordados (mamãe bordava lindamente) e muita religiosidade, caçula de três irmãos homens, temporã de pais na meia idade, fui educada com muito amor e mimo......adoro poesia e deixo o coração ditar e minhas mãos copiarem sobre o papel e ou teclado...amo ler e escrever, gosto muito de brincar com as letras...”

Maria Teresa tem dois Blogs:
Blogs lindos, cheio de declarações de amor( a seu marido) e muita paz!!!
Conheçam!!!

- Minha querida Maria Teresa, sua base familiar refletiu na linda mulher que é, apesar de conhecer apenas virtualmente, sinto sua energia BOA daqui!
Aqui é seu selinho destaque querida, fique à vontade para leva-lo:


Beijinhos Iluminados e Agradecidos!!

11 Comentários:

  1. Ahhhhhh como é bom VIVER!

    Aproveitar cada momento de sorriso nos lábios!

    Ahhhh como é bom VIVER

    Post inspirador Roberta!
    Amei

    :)

    Responder
    Respostas
    1. An@, sorriso nos lábios, adorooooo...!!!
      Beijinhos Iluminados!!!

      Muita Luz!!

  2. Bom dia Roberta, Parabéns a Maria Tereza pela doçura e sensibilidade, viver a vida sem pressa hoje em dia é um desafio que todos nós deveriamos querer vencer! Ótimo dia! Bjoooooss

    Responder
    Respostas
    1. Kellen,os blogs de Maria Teresa são cantinhos onde ela mostra sua paixão pelo marido e a vida!!!

      Lindo Dia!!!

  3. Conheço os blogs da Maria Tereza e são lindos sempre!!beijos às duas! chica

    Responder
    Respostas
    1. Chica, são lindo nê?!AMO DE PAIXÃO!!!
      São muito transparentes...claros!!!

      Beijinhos Iluminados!!!

  4. Querida Roberta, nem sei como fazermos para agradecer, ficamos deveras muito emocionados.
    Ficou linda sua postagem, trouxemos conosco o lindo selo que nos presenteou.
    Agradecemos do fundo do coração e seja sempre muito feliz e abençoada, que sua vida seja repleta de luz e muito amor sempre...beijos nossos no coração

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    Respostas
    1. Maria Teresa, obrigada você por ter dado a permissão para que uma de suas obras estivesse aqui no Blog Luz!!!
      Fico imensamente feliz que tenham gostado!

      Beijinhos de Luz no coração do casal!!!
      Bençãos Plenas!!

  5. É isso mesmo, como é bom viver e aproveitar de todas essas coisas maravilhosas que a vida tem para nos oferecer. Ás vezes nem damos conta que estão mesmo pertinho de nós :)
    Linda mensagem, os meus Parabéns à autora!
    Beijiinhos

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  6. Olá! Tudo diferente e belo por aqui! Adorei as imagens de muita paz...e harmonia e o texto da Maria Tereza perfeito...vou conhecer...
    Parabéns Roberta!
    Bjs e que seu dia seja ótimo, com paz e bons pensamentos!
    CamomilaRosa

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  7. Olá Roberta,

    Conheço a Maria Tereza. É uma amizade recente, mas já pude constatar a beleza e sensibilidade de sua alma. Seus blogs são excelentes.

    O texto é lindo. Um convite à arte de bem viver.

    A ilustração ficou encantadora com a arte de Émilie Munier. Parabéns pelo bom gosto!

    Beijos.

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